Minha trajetória em Educação foi iniciada em 1995, quando de minha incursão como professor e secretário e escola pública e particular. Essa vivência despertou a necessidade de refletir sobre a prática docente no tocante à aprendizagem e ao ensino. O que impulsionou a participação em vários eventos sobre o meu intento, até o presente. Assim, O aprendizado adquirido direcionou a busca por um olhar atento acerca da relação entre os componentes curriculares para que o currículo pudesse ser concebido de maneira integrada, interdependente.
Com isso em vista, a leitura sobre "currículo" se tornou uma obsessão, no tocante às suas limitações e possibilidades.
Em dado momento, sua linguagem e seus usos ao longo da história, social e politica. Situando-os desta maneira, me colocaram na fronteira com o Discurso, e o caráter ideológico das diversas concepções de currículo. Fato que redimensionou a minha carreira e, por sua vez, os estudos que passei a realizar à partir do ano 2000. Nesse sentido, o ingresso na área de Letras Vernáculo fez eclodir o pesquisador que me tornaria. Carente de legitimar a minha plataforma de discurso, descobri nos usos da língua materna uma forma de construir os sujeitos, à medida em que são construídos por eles, pois, em uma relação de poder capaz de subjetivá-los. Além de evocar uma "inter discursividade" dinâmica. Mas que também, pode marginalizar, subalternizar, obnubilar pessoas. Por outro lado pode, resgatar identidades, legitimar heranças, visibilizar pessoas, assim como sua memória. E isto muitas vezes se estende às suas etnias, grupos sociais que por vezes têm sua identidade estigmatizada ou sofre a imposição para que se adeque a preceitos comuns a padrão que enredam privilégios. E, com isso despertencimento (s).
Em meio a essas inquietações carentes de desmistificação, se deu uma busca por estudar a integração curricular dos diferentes componentes curriculares no desafio que têm em assistir indivíduos porém, colocando em vista o respeito a diversidade (s) humanas que carecem de ser visibilizadas, rejeitando, assim, estranhamentos e estereótipos.
Em tempo, encontrei no âmbito da Análise de Discurso a Análise de Discurso Crítica (ADC), agregando técnica (s) e metodologia aos estudos que passaram a ser realizados. Cabe salientar pesquisa(s) posteriormente.
Como se não bastasse, minha trajetória na Educação Básica Pública provoca-me a pensar no fracasso, em entendê-lo, em prevê-lo desde a elaboração, a tessitura de uma Base Comum possa nortear um escola, um ensino, uma aprendizagem que pense na diversidade de pessoas, de sonhos, de histórias, sobretudo, as suprimidas, negadas.
Com base em questões como as já citadas, ainda que de maneira exígua, me percebo como um estudante sobre as relações entre a língua materna brasileira, suas linguagens, dialetos e o seu lugar no currículo de língua portuguesa. Porém, atento ao seu papel na área de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, mesmo em face de sua presença em todas as áreas. Nesses mais de 12 anos, militando como porta-voz de sujeitos postos à margem passa a assumir lugar central em minhas leituras, presença em eventos acerca da temática étnico-racial na direção dos africanos, dos afrodescendentes, da África; também, de indígenas, de nordestinos, de sul-americanos por partilharmos de histórias de segregação e preconceito.
Com isto em mente: a epistemologia do Materialismo Histórico Dialético; a Afrocentrada ligada à complexidade e transdisciplinaridade. E teorias: Aparelhos Ideológicos de/do Estado, Violência Simbólica, Quilombismo têm se tornado elementos de estudo e pesquisa. Assim como: a análise de conteúdo concebida por Laurence Bardin, a relacionando a ACD.
Por fim, cabe resumir: Currículo, Ensino/Aprendizagem de Língua Portuguesa brasileira, Discurso, Ideologia, Poder, Estado, Escola, PROEJA, Etnia, Cultura, Identidade, Afrocentricidade assumem lugar de destaque nos estudos realizados, em realização e pesquisas.