Daniel Lopes Bretas
Sou doutor em Sociologia Política pela UFSC, e mestre em História pela UFRGS; graduei-me em História pela FAFICH da UFMG.
Realizei estágio docente CAPES com o prof. H. Leis em meu primeiro ano do doutorado, ajudando a lecionar disciplina para a graduação em Ciências Sociais no CFH/UFSC; também publiquei pequenos artigos acadêmicos sobre o Itamaraty enquanto burocracia, e sua relação com grupos ou redes na sociedade brasileira.
Sou fluente em inglês; muitas disciplinas da pós-graduação sobre RI requeriam conhecimento desta língua, como a sobre a dimensão multilateral da política externa brasileira/PEB, com a profa. N. B. dos Santos do IREL/UnB; ou as diferentes disciplinas do mestrado em RI então existente no IFCH/UFRGS.
Sou fluente em francês, tendo lido obras da versão francesa das RI, hoje em desuso, de autores outrora clássicos em cursos brasileiros desta disciplina acadêmica, como P. Renouvin e J.-B. Duroselle, que propunham as RI como derivação da História, além de textos como os de Sociologia das RI, com forte desenvolvimento da academia universitária francesa mas já integrados a forma dominante de refletir sobre RI, elaborada em países de língua inglesa (em particular nos EUA e Reino Unido).
Sou fluente em espanhol e ao menos uma de minhas professoras de RI, a profa. M. Salomón, nascida no Uruguai, com formação na Espanha, tendia a apresentar aspectos das RI como hispanófona, tendo traduzido para o espanhol a obra Repensando as relações internacionais do prof. F. Halliday da LSE. Ela também fazia referências a autores como o jurista espanhol A. Truyol, que, antes do estabelecimento disciplinar da RI em seu país, pensou questões de RI, de forma similar ao que fez, no Brasil, pensador como H. Jaguaribe.
Sou também, em níveis menores, proficiente em italiano e alemão (meus atuais conhecimentos em russo, japonês, mandarim e hebraico não me permitem ler textos técnicos nestes idiomas), proficiências que me permitem compreender detalhes que são perdidos na tradução de pensadores estrangeiros como A. Dugin, e me familiarizar com outras tradições nacionais em pensar seus estados e suas integrações ao sistema mundial. Saindo um pouco da área de RI, mas dentro da área acadêmica de Ciência Política, tive oportunidade de ler no original autores como G. Mosca e V. Pareto, cujos trabalhos sobre elites podem ser vistos como parte da trajetória da Itália de integrar reinos e cidades independentes numa nação única; italiano foi também língua exigida em concursos da pasta de Negócios Estrangeiros durante o Império do Brasil, talvez porque nossa elite via a monarquia católica da Itália como modelo de estado a ser conhecido; católicos preferencialmente pareciam ser os diplomatas brasileiros durante o Império, diplomatas que buscaram junto a países católicos (Portugal, Espanha, Itália) imigrantes desejados para o Brasil. (Mesmo da imigração de sírios e libaneses parece ter sido dada preferência a populações cristãs dentro destas nacionalidades, revelando talvez traço recorrente da PEB.) Ter contato com italiano ajuda-me pensar sobre as RI e sua história. De forma homóloga, conhecimento do alemão possibilita-me refletir sobre soft powers de países de língua alemã e seus papéis na UE; em bom alemão o chefe de estado francês nitidamente europeísta DeGaulle saudou líder político da República Federal da Alemanha, como noticiado em canais como a Deutsche-Welle, que produzem e difundem conteúdos em língua alemã para falantes de alemão, mais de cem milhões apenas na Europa; o fato dos alemães se recordarem do passado nazista faz com que tenham um tipo de incompletude quando pensam o Ocidente que constitui fator de diálogo com países que buscam modernizações próprias: Índia, Japão, e Brasil podem estabelecer interlocução diferenciada com populoso país industrializado central da Europa que não tem atrás de si recordações por vezes saudosas de passados imperiais que se estenderam mesmo depois da 2a. Guerra, como tem a França, ou a In
currently, attending doctorship programm at Political Sociology in Universidade Federal de Santa Catarina; obtained degree of master in History from Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010); graduate at História (Bacharelado) from Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG (2006) and graduate at História (Licenciatura) from UFMG (2004). Has experience in History, Political Science and International Relations, focusing on History, acting on the following subjects: Hispanic-American History, History and Literature, History and International Relations.
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