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Anselmo Braga Alves

Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia (1998). Como aluno especial do Doutorado em Artes Cênicas(2006), Universidade Federal da Bahia, cursei as Disciplinas Arte e Educação, Etnocenologia e Tópicos Especiais: Festa e Espetacularidade; Filosofia da Arte no Doutorado em Artes Visuais, Universidade Federal da Bahia, (2013). Bacharel em Artes Cênicas - Direção Teatral - pela Universidade Federal da Bahia (1985). Bacharel em Artes Cênicas - Interpretação Teatral - pela Universidade Federal da Bahia (1991); Licenciado em Teatro pela Universidade Federal da Bahia (1994). O QUE PENSO COMO ARTE-EDUCADOR? Madre de Calcutá dizia que o ser humano deve comunicar-se como primeira necessidade. Entende-se assim que, antes de tantas outras precisões básicas, o ser clama pelo conhecimento de si. Quem sou? Perceber-se, dessa forma, é o início de tudo; provocar conversa entre os ?eus? que estão a nos atormentar, alegrar, inquietar em busca de algo. No dizer do existencialismo sartriano, não adianta mascarar a condição humana: estamos condenados a ser livres. Acredito que nos resta, pois, como inteligentes e políticos por natureza ? sugeria Brecht ? é assumir essa realidade intrínseca e investir nossos esforços no construir de uma sociedade mais responsável e comprometida com o bem-estar geral.Desse ponto de vista, devemos preparar-nos ao ser que se nota no tempo-espaço e se angustia, não com aquele sentimento dos depressivos, mas com o que faz a pessoa confrontar-se, obrigando-a a agir, a viver. E nisso ocorre a consciência da facticidade, permanecer no mundo perdido, na possibilidade contínua do existir diário, do projetar-se sempre no dizer heideggeriano, e isso também gera conflito. A angústia de liberdade a que se refere Sartre advém da sensação humana de não se notar predestinado, porém ter que optar pelo próprio futuro todo o tempo. Já em Heidegger ela diz respeito à precariedade do viver humano, que tem que projetar-se inevitavelmente para não cair na falta de autenticidade. Stanislavski reconhecia que há uma natureza criativa no ser. Nessa busca incessante de praticidade, todavia, por meio de uma objetividade científica distorcida de base ainda iluminista, o homem continua a não notar a própria riqueza interior: através da História, por não conseguir explicar-se, fundamentar o todo no Todo, fincou-se quase sempre em dogmas religiosos e políticos, preconceitos, ideologias ? na definição de Chauí ? paradigmas, perdeu a vontade de potência nietzcheana: não faz a própria História como indicava Paulo Freire: não entende o incompreensível ? indica Morin? porque quis simplificar aquilo que é complexo, porém diverso; ordenado, desordenado, misterioso, a descobrir a complexidade integral do ser e as infinitas possibilidades do Universo.
bachelor's at Bacharel em Artes Cênicas - Interpretação Teatral from Universidade Federal da Bahia (1991), bachelor's at Bacharel em Artes Cênicas - Direção Teatral from Universidade Federal da Bahia (1985), bachelor's at Licenciatura em Teatro from Universidade Federal da Bahia (1994) and master's at Arts from Universidade Federal da Bahia (1998). Has experience in Philosophy, focusing on History of the Philosophy

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