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Fádia Rebouças

Sou nascida no Recôncavo e criada em Salvador, na Bahia. Iniciei a vida de aspirante a pesquisadora com os estudos (Geografia, UCSal, 2008) para compreender o processo de segregação a partir da periferia da cidade em que cresci, no bairro de Pirajá, lugar histórico localizado entre os Subúrbios Ferroviário e Rodoviário. Ali iniciei-me na pesquisa e tive a oportunidade de entender que a mesma seria norteada pelas pessoas que cruzariam meu caminho a partir das buscas incessantes para compreender as coisas a partir da Geografia. Neste contexto, em 2007, ingressei no Grupo Desenvolvimento, Sociedade e Natureza (DSN), do então PPG em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social da UCSal, lugar de acolhimento e transdisciplinaridade, que até os dias atuais auxilia não apenas no meu desenvolvimento profissional, mas também no pessoal. Sigo pesquisadora do grupo, mesmo com todos os empecilhos da distância física. A ruralidade, no DSN, extrapolou as vivências pessoais. Para o mestrado a necessidade que se apresentou foi de imersão no lugar, e, assim, mergulhei em uma das experiências mais marcantes da vida: pesquisa-ação, pesquisa-vida, pesquisa-corpo-alma-essência (Mestrado em Geografia, UFBA, 2011). Do mergulho no lugar de periferia emergiu uma ruralidade que, ali, ficou menos latente. Foi na pesquisa de mestrado que surgiu a essência do que seria a tese, mais tarde, que trouxe o lugar de periferia como possibilidade de efetivação da participação social no urbano. No início do curso, ainda não bolsista, fui professora do estado da Bahia e trabalhei numa escola do bairro com adolescentes e adultos e, também com eles, realizei trabalhos envolvendo a pesquisa. Aliás, excetuando o período de bolsista CAPES, tive minha trajetória na pesquisa sempre permeada pelo trabalho como professora de Geografia. Entre mestrado e doutorado a vida mudou e a residência também: a convocação do concurso para Analista Ambiental no Ministério do Meio Ambiente me fez mudar de Salvador para Brasília (2012). Neste novo lugar de trabalho fui lotada na Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR), onde trabalhei com movimentos sociais do campo, das florestas e das águas e com participação social, o que já era linha para o doutorado, mas na periferia urbana. Caminhos entre urbano e rural se entrecruzaram e correram paralelos enquanto a vida era tocada. Nesse contexto o movimento feminista tomou grande ênfase na minha vida, unindo trabalho (agroecologia) e vida pessoal. O trabalho no MMA me aproximou de mulheres e homens agricultoras e agricultores, indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades de territórios tradicionais. Ainda com a periferia de Salvador como foco, ingressei no doutorado em Geografia (UnB, 2018). Essa trajetória (aqui muito recortada) me trouxe, no finalzinho da tese, à ruralidade urbana. As entrevistas nas pesquisas de doutoramento me trouxeram uma Salvador rural cheia de memórias, poder e possibilidades. Atualmente desenvolvo pesquisa de pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Território, Ambiente e Sociedade (PPGTAS/UCSal, 2022-), junto ao grupo DSN. Na pesquisa, este é o lugar que estou. No MMA trabalho com participação social, educação ambiental, contribuo na elaboração de políticas para o planejamento e a gestão ambiental, atuo com gênero e juventude na política socioambiental, trabalhei na elaboração de metodologias de planejamento, na Agenda 2030 e fui supervisora de estágio. Sou pesquisadora do GEURB (PPG-GEO/UnB). Componho a Maré Socioambiental, o Levante das Mulheres Brasileiras, a Rede DF pela Agroecologia contra Agrotóxicos e a Rede Mulheres pela Agroecologia.
Trabalha com participação social, tanto no contexto da construção de políticas públicas como nos desenvolvimentos teórico e metodológico. É analista ambiental no Ministério do Meio Ambiente, onde contribui na elaboração de estudos, indicadores, estratégias, iniciativas planos e políticas que visem a gestão para a adequação ambiental, recuperação de áreas degradadas, conservação e uso sustentável dos recursos naturais, por meio, por exemplo, da atuação em instâncias de participação e construção de políticas públicas, elaboração de documentos técnicos, atuação em processos de contratação e acompanhamento de consultorias. Atua com participação social e a inserção das transversalidades de gênero e geracional na política pública socioambiental, com o objetivo de fortalecer os públicos mais vulneráveis nas práticas para o uso sustentável dos recursos naturais. Atua na elaboração de metodologias de planejamento e na interrelação de políticas socioambientais à Agenda 2030. É pesquisadora no Grupo de Pesquisa Desenvolvimento, Sociedade e Natureza (DSN), do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Social da Universidade Católica do Salvador e no Grupo de Pesquisa GEURB, do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade de Brasília, onde desenvolve pesquisas sobre efetivação da participação social, periferia urbana, segregação e a ruralidade urbana no contexto da periferia.

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