Luiz Gustavo Françoso Pereira da Cruz
Luiz Cruz se formou em cinema na FAAP em 2006 com seu curta rodado em 35mm "Verão". Essa obra foi a primeira porta de entrada para alguns dos mais importantes festivais de cinema brasileiros, como a exibição na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o prêmio do Juri Jovem no Festival Curta Cinema do Rio de Janeiro.
Com a intenção de dar continuidade aos seus estudos, Luiz entra em um mestrado na USP e ao mesmo tempo começa uma parceria criativa com a Companhia do Latão, um tradicional grupo brechtiano de teatro de São Paulo. Lá aprende e atua nas áreas de dramaturgia, encenação, preparação de elenco, direção, projeção mapeada e principalmente na relação do vídeo com a cena teatral. Luiz também ministra diversos workshops de vídeo nesse período. Essa experiência cristaliza sua tese de mestrado, cujo objeto é a investigação da relação do filme Dogville de Lars von Trier com a obra do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. A tese for escrita durante a produção de diversos espetáculos da companhia.
Após 7 anos, Luiz deixa o trabalho fixo na companhia e começa a trilhar os dois caminhos que segue até hoje: o da prática cinematográfica e o da docência. Ancorado no aspecto coletivo de criação próprio ao teatro, Luiz começa a produzir diversos curtas metragens de modo coletivo. Os 4 curtas feitos nesse modo de produção ("Carlito, o lutador", "Capital Paulista", "Pesadelo de classe" e "Libação") tiveram suas estreias nas Mostras de Cinema de Tiradentes. Além dessa experiência mais autoral, Luiz trabalhou em diversas peças teatrais como diretor audiovisual, criou projetos no estilo vídeo-arte (Bienal de Arquitetura), realizou a série documental "Ensaio Aberto" para a internet através do Proac, produziu e projetou imagens em shows e eventos e inúmeros trabalhos de cunho mais comercial, como institucionais, campanhas publicitárias, cursos online, entre outros. Seu trabalho como montador no longa "Histórias que o nosso cinema (não) contava" (2017) foi classificado como brilhante pela revista Cahier du Cinéma. Em paralelo a essa atividade, Luiz lecionava cinema em uma escola. Seus alunos iam do Fundamental 2 ao Ensino Médio. Foi nesse período que Luiz desenvolveu sua didática e aprimorou sua dinâmica dentro da sala de aula.
Luiz sempre atuou de forma abrangente dentro do processo de produção audiovisual. Em seus filmes ele sempre assinou roteiro, direção, montagem e inclusive fotografia em alguns. Isso trouxe um conhecimento amplo sobre todo o aparelho de produção audiovisual. Recentemente, para se aprofundar ainda mais nesse aspecto, Luiz começou a aprender animação 3D. Guiado por um sentimento de contínuo aprendizado, em poucos de estudos, Luiz se tornou o coordenador de Animação Digital da EBAC, uma faculdade brasileira que aplica o programa da University of Hertfordshire aqui no Brasil. Lá, além de coordenar um time de 8 professores, ele dá aula de história do cinema, fotografia, linguagem cinematográfica, efeitos especiais, animação e simulação 3D. Seu mais recente trabalho fora da academia foi a direção audiovisual da ópera "O Amor das três Laranjas", que estreou no Theatro Municipal de São Paulo em setembro de 2022.
graduate at Comunicação Social from Fundação Armando Álvares Penteado (2006). Has experience in Arts, focusing on Cinema
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