Formação com graduação em Economia, 1977, na Universidade Federal do Pará, com mestrado em Planejamento do Desenvolvimento, 1985, no NAEA/UFPa, seguido de especialização em Desenvolvimento Sustentável, 1992-1993, na Cornell University, nos Estados Unidos, como bolsista do Hubert Humphrey Program, após seleção nacional, e doutorado em Planejamento Urbano e Regional, concluido em 1999, na Cornell University, como bolsista do CNPq. Presentemente, é professor e pesquisador da Universidade Federal do Sul e do Sudeste do Pará (Unifesspa), na cidade de Marabá, na Amazônia Ocidental, Brasil, onde é integrante do quadro de docentes da Faculdade de Economia (FACE) e também do quadro do Programa de Mestrado em Planejamento Urbano e Regional da Amazônia, tendo como áreas de interesse o desenvolvimento regional, a economia mineral, as cadeias e os arranjos produtivos locais, a ação coletiva como estratégia de competitividade de pequenos produtores e empresários e a economia indígena. Previamente, trabalhou na Universidade da Amazônia, em Belém, no Estado do Pará, no intervalo de 1999 a 2014, onde atuou como professor dos cursos de Ciências Econômicas e Administração, assim como nos mestrados de Economia e mestrado/doutorado de Administração. Também foi professor e pesquisador no curso de graduação de Engenharia da Produção e no curso de Mestrado em Ciências Ambientais, na Universidade do Estado do Pará, no período de 2010-2014. Em seu doutorado fez análise do Programa Grande Carajás (1980-1992), na Amazônia Oriental, com base em uma crítica teórica ao neoliberalismo através da opção conceitual chamada de "mercado governado/", utilizado em políticas do desenvolvimento no Nordeste Asiático, e comparando a exploração do minério de ferro naquela região brasileira com a exploração do mesmo produto nas minas de Pilbara, no Estado da Austrália Ocidental, que é a região que tem a maior produção deste minério no mundo. Mais tarde, fez uma análise da "constelação de produção" do alumínio na cidade de Barcarena, mais especificamente no caso da empresa "Alubras", não só utilizando a teoria do mercado governado como também as análises de Stephen Bunker para o desenvolvimento mineral em geral e na Amazônia, assim como a discussão sobre cadeias produtivas e da teoria do produto primário exportador" por Albert Hirschman, resultando no livro chamado de "O vale do alumínio na Amazônia", da Editora Unama, e financiado em processo seletivo pelo Banco da Amazônia. Como passo seguinte, adicionou a questão das economias externas e da cooperação aos estudos do desenvolvimento regional e local, que desembocaram em pesquisas voltadas para a discussão da competitividade de pequenos agentes econômicos, utilizando-se das literaturas de Hubert Schmitz, Erber, Putnam, Barquero, Verschoore, Balestrin, em mais recentemente Paul Krugman, Gunnar Myrdal e Richard Wolf. De 2010 a 2014 realizou várias pesquisas sobre a ação coletiva, competitividade e meio ambiente com cooperativas de catadores de materiais recicláveis, pequenos empreendedores do turismo e áreas de proteção ambiental, e a partir de 2015 com cooperativas de pequenos produtores rurais voltados para o cultivo de frutas e produção de polpa, em Marabá e no município de Parauapebas. Paralelamente, voltou a fazer estudos de arranjos produtivos locais, no caso da hotelaria do município de Marabá, com foco na análise da ação coletiva e suas repercussões competitivas. Finalmente, a partir de 2016, iniciou estudos sobre a produção em comunidades indígenas do município de Marabá e vizinhanças, interesse que o levou a incluir a disciplina Economia Indígena no currículo obrigatório do curso de Ciências Econômicas da Unifesspa. Presentemente, iniciou programa de pesquisas e de extensão sobre economia indigena na Reserva Mãe Maria, com a aldeia Akrâtikatêjê, envolvendo cooperativismo e a criação de pacas, de peixes, de abelhas (para a produção de mel), horticultura e sistemas de gestão ambiental e segurança.