Mary Helena Allegretti
Mary Allegretti é Antropóloga, Doutora em Desenvolvimento Sustentável e consultora em projetos socioambientais. Sua carreira profissional combina os papéis de pesquisadora acadêmica e especialista em políticas públicas na área social e ambiental com o de assessora de movimentos sociais na Amazônia. Realizou projetos dentro e fora de estruturas governamentais nas dimensões local, nacional e internacional do desenvolvimento e da conservação no Brasil. Mary Allegretti realizou sua dissertação de Mestrado em Antropologia sobre os seringueiros do Acre em 1978 e, em 1981, juntamente com Chico Mendes e o Sindicato dos Trabalhadores Ruais de Xapuri, criou o Projeto Seringueiro, primeira experiência de alfabetização de adultos na floresta. Em 1985 organizou o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros levando para Brasília representantes do Acre, Amazonas e Rondônia que criaram o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS) e a proposta de Reserva Extrativista. Em 1986 ela criou o Instituto de Estudos Amazônicos (IEA), organização não governamental responsável pela sistematização técnica, jurídica e institucional do conceito de Reserva Extrativista que resultou no Decreto Presidencial 98.897, de 30/01/1990 e pelos estudos que viabilizaram a criação das primeiras reservas no Acre (Resex Chico Mendes e Alto Juruá), em Rondônia (Resex do Rio Ouro Preto) e no Amapá (Resex do Rio Cajari). A proposta original foi incorporada em 2000 ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação no grupo de Unidades de Conservação de Uso Sustentável que representa hoje uma área de mais de 25 milhões de hectares,cerca de 5% do território da Amazônia Legal. Assumiu funções públicas como Secretária de Coordenação da Amazônia no Ministério do Meio Ambiente de 1999 a 2003 e Secretária de Planejamento e Meio Ambiente do Estado do Amapá entre 1995 e 1996. À frente destas instituições teve oportunidade de ampliar políticas públicas para a população extrativista e tradicional da Amazônia por meio de programas de cooperação internacional como o PPG7, que ajudou a criar quando era presidente do IEA, e o Arpa, que foi formulado e aprovado durante sua gestão na Secretaria de Coordenação da Amazônia no MMA.Foi Professora visitante nas universidades Yale, Chicago, Florida e Wisconsin, nos Estados Unidos. Consultora para organizações internacionais como PNUD, GEF, BID e WRI. Bolsista das Fundações Ford e Interamericana. Conferencista nas Universidades de Harvard, Yale, Cornell, Cambridge e Texas, na ITTO e no Council on Foreign Relations. Premiada pela ONU, WWF, Better World Society, Governo do Acre e Ford do Brasil. Tem trabalhos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Nos últimos dez anos tem se dedicado a consultorias junto aos setores público, privado e aos movimentos sociais em projetos socioambientais, de avaliação de impactos, gestão de recursos naturais e mediação de conflitos.
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