Henrique Gervásio Neves Rondinelli
Has experience in Linguistics, focusing on Philosophy of the Language
Meus estudos são orientados por dois horizontes. Minha formação superior é voltada para filosofia. Concomitantemente, trabalho e coordeno um curso de pré-vestibular comunitário lecionando história do Brasil. No âmbito filosófico, minha pesquisa de mestrado intitulada "Um garfo conceitual" busca uma compreensão de discurso que preserve a esfera normativa das ações humanas sem abrir mão da possibilidade de imaginar uma linguagem que possibilite um conhecimento científico amplo. Trata-se de uma pesquisa voltada para as correlações entre filosofia da linguagem e filosofia da ciência que defende uma concepção de teoria em que o discurso das ciências humanas torna-se amplamente viável e irredutível a um discurso puramente naturalista. Isso gera vastas conclusões para um pensamento político pautado no comportamento de estruturas sociais em detrimento aos reducionismos naturalistas das ciências centrais do século XXI - a neurociência e a computação. Todavia, não é um objeto meu balizar a possibilidade do conhecimento científico; pelo contrário, pretendo da-lo uma concepção sinóptica de tal forma que suas especializações não violem outras searas de discurso. A tese também tece paralelos com filosofia política, antropologia filosófica, filosofia da história e epistemologia. Busco utilizar aproximações semânticas e estruturais para preservar a normatividade inerente ao humano, afastando-se dos perigos das falácias naturalística; mas sem perder de vista sistemas filosóficos que alinhem a imagem do homem no mundo à natureza, à animalidade e à imanência. Focos paralelos em fenômenos do discurso como a hiperstição, em dialética histórica (marxista e hegeliana) e literatura. Principais autores estudados: W. Sellars, L. Wittgenstein, F. Hegel, K. Marx, M. Weber, M. Foucault, I. Kant, B. Spinoza, J. Seibt, A Schopenhauer, Aristóteles, G. Bataille, G. Deleuze, D. Harvey, entre outros.
Em história do Brasil, preparei um apostila própria que engloba desde pré-história brasileira até a Nova República. Meus focos principais estão na constituição da cidadania brasileira e suas instituições democráticas e as contradições inerentes dentro desse processo. O curso segue a abordagem histórica de que o Brasil é, desde sua formação, um país que formou desigualdades materiais e raciais que impossibilitam uma vivência cidadã plena. Acrescido a isso, o perfil oligárquico e patrimonialista das elites que conduziram os destinos políticos do país criou um cenário particularmente confuso para o assentamento de instituições que garantissem uma cidadania que se desdobrasse sadiamente nos horizontes públicos da vida social. Essas contradições são especialmente estudadas no processo do abolicionismo tardio e seu amparo legal; na construção da identidade republicana e nas dramáticas falhas institucionais, ligadas, sobretudo, a fatores econômicos, que impediram uma história da república sem rupturas democráticas.
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