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Fernando Portela Camara

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Fernando Portela Câmara, nascido em 1951, é formado em medicina e matemática, tornou-se mestre e doutor em biofísica pelo Instituto de Biofísica da UFRJ, concentrando-se no campo da biofísica molecular de vírus e biomatemática. Sua tese de mestrado abordou a cinética de adsorção de vírus em superfícies bacterianas para investigar a propriedades de certos mutantes, e seu doutorado foi sobre a geometria fisicamente orientada da superfície e vírus e suas propriedades matemáticas e termodinâmicas. Duas descobertas marcaram sua tese de doutorado: i) a simetria de arranjos icosaédricos como limitador de entropia permitindo o rearranjo de proteínas estruturais, e desse modo evitando a dissociação do capsídeo; ii) a demonstração da limitação da teoria original de Caspar e Klug em explicar capsídeos octaédricos e em não aceitar arranjos icosaédricos fora do paradigma C5+C6, propondo um modelo alternativo. Foi professor do Instituto de Biofísica da UFRJ (1977-1986), onde deu aulas de Físicoquimica e Bioestatística (continuou ensinando estas disciplinas eventualmente no Pós-Graduação de Biotecnologia da UFRJ), depois se transferiu para o Departamento de Virologia do Instituto de Microbiologia UFRJ (1986-2017) onde continuou seus estudos em biofísica de vírus e transferência de genes virais no meio ambiente. Deu aulas de Virologia e Bioestatística (1986-2017) e criou a disciplina Metodologia de Análise de Dados em substituição a essa última. Dirigiu o Laboratório de Viroses Epidêmicas (IM-UFRJ, 1986-2003), dirigiu o Setor de Microscopia Eletrônica (IM-UFRJm 1996), foi chefe do Departamento de Virologia do IM-UFRJ (1992-1993), e chefiou o Setor de Epidemiologia do IM-UFRJ (2003-2017). Orientou teses e monografias, deu palestras e consultoria em Bioterrorismo e foi membro do do Grupo Tático para Ações em Emergências Epidemiológicas da FUNASA no Âmbito do Estado do Rio de Janeiro, foi consultor e parecerista para diversas Fundações de Amparo a Pesquisas, e é editor de alguns periódicos. Desenvolveu estudos de modelagem sobre a dengue e a febre amarela, tendo publicando importantes trabalhos nesses setores, com impacto para a comunidade de saúde publica. Foi também patologista clínico concursado no Hospital Marcílio Dias em 1978-1981. É autor do livro ?O Enigma da Peste Negra?, onde apresenta sua tese sobre a origem africana da Peste, em contraste com a tese da origem asiática, e rastreia as primeiras manifestações históricas da peste. Funou e dirige o Instituto Stokastos (http://institutostokastos.com.br/) onde desenvolve os conceitos de vírus semânticos e sintáticos em modelos cognitivos, como processos linguísticos dinâmicos análogos às infecções virais, e aplicações da teoria da informação e algorítmica a processos cognitvos e psicopatológicos (FPC é também especialista em psiquiatria), realizando pesquisas em ?laboratório aberto?. FPC desenvolve consultorias, orientação de trabalhos, pesquisas, palestras e aulas com divulgação no YouTube, Instagram, Facebook e outras mídias sociais.

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