Prevalência de marcadores sorológicos de hepatites virais B e C na população do Campus Universitário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro: estudo transversal Documento uri icon

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  • master thesis

abstrato

  • As infecções pelos vírus da hepatite B (HBV) e C (HCV) são ainda um problema de saúde pública a nível global, e ao nível do Brasil a prevalência é heterogênea e varia entre as regiões. No presente estudo, determinou-se a prevalência de marcadores sorológicos de infecção por hepatites B e C na população do campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, como base de desenvolvimento e implementação de programa de imunização para HBV e de rastreio de HCV-HBV. O estudo observacional decorreu de Maio à Novembro de 2013. Foram incluídos estudantes, funcionários e visitantes (n = 2936, idade média 31 anos IQR 24,5 50, 69,0% do sexo feminino e cerca de 81,1% com pelo menos ensino médio). Os marcadores de infecção pesquisados foram anticorpo contra antígeno de superfície da hepatite B (anti-HBs), anticorpo contra antígeno core da hepatite B (anti-HBc) e antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) detectados por imunoensaio enzimático, e o anticorpo contra o vírus da hepatite C vírus (anti-HCV) por imunoensaio quimioluminescente. Os resultados foram confirmados por técnicas de reação em cadeia da polimerase para o HCV e por teste de amplificação de ácidos nucleicos para HBV. A prevalência global dos marcadores entre os participantes foram: 0,136% (Intervalo de confiança[IC] 95%, 0,003 0,270%) para HBsAg, 6,44% (IC 95%, 5,55 7,33%) para anti-HBc, 50,8% (IC 95%, 48,9 52,7%) para anti-HBs >10mUI/mL e 0,44% (IC 95%, 0,20 0,68%) para anti-HCV. Dos participantes, cerca de 30,4% têm títulos de anti-HBs >100 UI/mL. E, aqueles com carga viral para HCV detectável apresentaram o genótipo 1a. Numa população universitária onde mais de 80% tem pelo menos o ensino médio, o aumento da prevalência com a idade, a cor da pele autodeclarada para o anti-HBc, o estado civil e a atividade profissional para anti-HCV como fatores de risco. É importante a implementação de um programa que ofereça periodicamente o teste de rastreio para HCV e HBsAg para todos os indivíduos acima de 20 anos de idade
  • Epidemics of hepatitis B and C are a public health burden, and their prevalence in Brazil varies among regions. We determined the prevalence of hepatitis markers in an urban university population in order to support the development of a comprehensive program for HBV immunization and HBV/HCV diagnosis. Students, employees, and visitors (n = 2,936, 31 years IQR 24.5-50, female = 69.0% and 81.1% with at least 12 years of education) were enrolled from May to November 2013. Antibodies against hepatitis B surface antigen (anti-HBs), against hepatitis B core antigen (anti-HBc), and hepatitis B surface antigen (HBsAg) were detected with enzyme immunoassays and anti-hepatitis C virus (HCV) antibodies with a chemiluminescence immunoassay. The results were confirmed with polymerase chain reaction for HCV and nucleic acid amplification test for hepatitis B virus (HBV). The overall prevalence of markers among the participants was 0.136% (95% confidence interval [CI]: 0.003-0.270) for HBsAg, 6.44% (95% CI: 5.55-7.33%) for anti-HBc, 50.8% (95% CI: 48.9- 52.7%) for anti-HBs >10mIU/mL, and 0.44% (95% CI: 0.20-0.68) for anti-HCV antibodies. Almost 30.4% had anti-HBs titers >100mIU/mL. Participants with a detectable HCV load were infected with genotype 1a. In an urban university population, in which 80% of participants had > 11 years of education, prevalence increased with age, and self-declared ethnicity for anti-HBc and with age, marital status and professional activity for anti-HCV antibodies. A periodical offer of HCV rapid testing should be implemented, and HBsAg rapid testing should be also offered to individuals above 20 years of age

data de publicação

  • 2015-01-01