A partir da análise sobre o ideal de Modernidade e seu processo de importação, tradução e aplicação na vida brasileira e carioca, este trabalho reflete sobre formas de usar e ocupar o espaço urbano. Tratamos, em especial, sobre o transporte público. Debatemos como o improviso e a criatividade podem ser ferramentas para construção de imaginários e territorialidades que diferem da impessoalidade e racionalidade ditas tipicamente urbanas. A atuação de passageiros e ambulantes e suas interações nos trens metropolitanos do Rio de Janeiro, registradas a partir de pesquisa etnográfica, são reveladoras desses comportamentos. Herdeira do que aqui chamamos de Modernidade à brasileira , a socialidade observada nos diferentes ambientes da ferrovia é muitas vezes contraditória em relação ao ideal moderno de cidade. A busca é por compreender como, a partir de práticas de comunicação, o espaço do trem pode ser ressignificado no cotidiano, ganhando novas atribuições, que não apenas a de promover deslocamentos
Based on the analysis of the ideal of Modernity and its process of import, translation and application in Brazilian and Carioca life, this work reflects on ways of using and occupying urban space. We deal in particular with public transport. We discuss how improvisation and creativity can be tools for constructing imaginaries and territorialities that differ from the typically urban impersonality and rationality. The performance of passengers and ambulant sellers and their interactions in the metropolitan trains of Rio de Janeiro, recorded from ethnographic research, are revealing of these behaviors. Inheritance of what we here call "Brazilian Modernity", the sociality observed in the different environments of the railroad is often contradictory in relation to the modern city ideal. The search is for understanding how, from communication practices, the space of the train can be redefined in the daily life, gaining new attributions, that not only to promote displacements