Objetivando compreender a lógica de organização espacial do turismo no litoral sul fluminense, a proposta ora apresentada se baseia na construção da ligação entre os espaços litorâneos e a sociedade moderna baseando-se na incorporação do ideário paradisíaco ao turismo. Por compreendermos que somente a mudança da visão social sobre os oceanos permitiu sua comparação ao paraíso, e, por conseguinte o seu uso pelo mercado turístico, trabalhamos com a relação entre o mar e a organização espacial privatista como estratégia para apreensão de uma forma muito específica de uso do paradisiaco no turismo: sua construção enquanto espaço destinado aos grupos de estrato superior de renda. Como a costa sul do litoral fluminense foi planejada enquanto espaço prioritariamente destinado ao chamado turismo classe A , utilizaremos esta área turística para comprovar ser o paraíso destinado a estes grupos uma construção baseada em uma turistificação que se materializa em um modelo de organização espacial que confere ao turista associado a tais grupos status, visto aqui como um símbolo contemporâneo de eleição para acesso ao paraíso.