Analisa-se a série de gravuras em metal da fase reconhecida como visceral (1965-1969) em Anna Bella Geiger, bem como seu surgimento e recepção perante público, crítica e artistas. Há também desenhos feitos a nanquim, guache e ecoline desta mesma série, porém em sua maioria desconhecidos do grande público. A visceralidade em sua obra, remete às entranhas ou vísceras do corpo; tudo aquilo que é visceroso, essencial, aludindo subjetivamente à órgãos internos do corpo humano. Diante de uma expressão de fundo neo-icônico, o processo de gravação permite uma profunda consciência perceptiva do corpo próprio ou vivido da artista. Enquanto fragmento, corte, ruptura, decomposição ou impossibilidade, a obra origina-se diante da própria fragmentação da consciência do homem moderno. A passagem do Informalismo para a Nova Figuração ao longo da série, a torna um microcosmo do panorama mundial das artes plásticas da década de sessenta e ícone da arte do período politicamente ditatorial no Brasil
Analyzing the series of metal engravings from the period known as visceral (1965-1969) in Anna Bella Geiger, as well as its emergence and reception before the public, critics and artists. There are also drawings made with India ink, gouache and ecoline from this same series, most of which are unknown to the general public. The viscerality in her work refers to the bowels or viscera in the body; all which is visceral, essential, alluding subjectively to internal organs of the human body. With an expression of neo-iconic background, the engraving process allows for a deep perceptive awareness of the artist's own body. As fragment, incision, rupture, decomposition or impossibility, the work arises from the very fragmentation of consciousness of modern man. The passage from Informalism to New Figuration throughout the series, makes it a microcosm of the world panorama of visual arts in the sixties and an icon of the arts during the dictatorial period in Brazil