O Discurso da Responsabilidade Internacional da Política Externa Brasileira Durante os Governos FHC e Lula Documento uri icon

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  • doctoral thesis

abstrato

  • Esta tese busca refletir porque o Estado brasileiro durante os mandatos de FHC e Lula adotou práticas definidas como internacionalmente responsáveis, sugerindo que a justificação para tais ações está parcialmente na pressão de atores domésticos, nas convicções pessoais dos tomadores de decisão e nos cálculos estratégicos do governo na busca por fazer do país um ator global.O objetivo de fazer do Brasil um rule-maker exigiu dos tomadores de decisão recorrer a novas fontes de legitimidade doméstica e internacional. A resposta do governo brasileiro foi o desenvolvimento de uma política externa responsável a partir da retórica da solidariedade, presente nos esforços de fortalecimento do multilateralismo, de se apresentar como um líder do Sul global e da aceitação da evolução recente de certas normas da governança global (como nas ideias de soberania como responsabilidade; compromisso ambiental internacional etc.). Essa postura também significou o rompimento com princípios tradicionais da diplomacia brasileira, como o entendimento restrito de soberania. Nesta pesquisa, foi utilizada a proposta de Laurence Bardin para a análise dos discursos políticos de três grupos de atores envolvidos com a política externa brasileira: os presidentes da República, FHC e Lula; dois dos jornais impressos mais lidos no país: Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo; e duas organizações da sociedade civil, WWF-Brasil e Conectas Direitos Humanos. Propõe-se a análise de três agendas em que a atuação brasileira apresentou inflexão por maior aceitação de responsabilidades internacionais: o regime internacional para a mudança climática; o regime internacional em direitos humanos; e os debates ao redor da legitimidade das Operações de Paz da ONU e do princípio da responsabilidade de proteger.
  • This thesis seeks to analyze why the Brazilian State during FHC and Lula administrations adopted practices defined as internationally responsible, suggesting that the justification for such actions is partly in the pressure from domestic actors , in personal beliefs of the decision makers and government's strategic calculations to make the country a global actor.The aim of making Brazil a rule-maker required of the decision makers to deal with new sources of domestic and international legitimacy.The Brazilian government developed a "responsible foreign policy" with a rhetoric of solidarity, which was present in the efforts fo strengthen multilateralism, to present itself as a global South leader and to accept the recent evolution of certain norms of global governance (as in ideas of sovereignty as responsibility, international environmental commitment etc.). This attitude also meant breaking with traditional principles of Brazilian diplomacy, as the limited understanding of sovereignty. This research used the proposal of Laurence Bardin for the analysis of political discourses of three groups of actors involved in Brazil's foreign policy: the presidents of the Republic, Fernando Henrique Cardoso and Lula; two of the most widely read newspapers in the country: Folha de São Paulo and O Estado de São Paulo; and two civil society organizations, WWF-Brazil and Conectas Human Rights. This research analyzed three agendas in which Brazilian action had a shift for greater acceptance of international responsibilities: the international regime for climate change; the international regime on human rights; and discussions around the legitimacy of UN peacekeeping operations and the principle of responsibility to protect.

data de publicação

  • 2016-01-01