Este trabalho tem como tema a expansão dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil. Considerando a importância da educação profissional e tecnológica para o desenvolvimento socioeconômico do país, bem como as disputas entre os campos político e acadêmico na formulação de políticas públicas, e ainda a importância da educação para emancipação da pessoa, objetiva-se compreender de que forma o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – Campus Araranguá (IFSC-ARU) influenciou para o desenvolvimento socioeconômico de seus egressos. Foi utilizada a Teoria dos Campos de Pierre Bourdieu para o melhor entendimento dos conflitos que permearam a criação e transformações da Instituição; no que diz respeito ao conceito de desenvolvimento socioeconômico, a fundamentação foi construída a partir dos autores Amartya Sen e Celso Furtado. Para tanto, procedeu-se a uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa; a coleta de dados foi realizada a partir de investigações bibliográficas e documentais e por meio de questionário semiestruturado. Observou-se que a história dos institutos está ligada aos aspectos sociais, políticos e econômicos do país; a expansão por meio da interiorização dos campi foi ferramenta de democratização da educação profissional; os egressos, de modo geral, responderam positivamente em relação a suas experiências vividas durante e após suas passagens pela instituição. Ao final do estudo, foi possível afirmar que a forma como o IFSC-ARU influencia no desenvolvimento socioeconômico de seus egressos pode ser pautado em três pilares fundamentais: 1º – por ser uma instituição pública e de qualidade reconhecida, possibilitando oportunidades para a emancipação econômica e social; 2º – o aspecto profissional, visto que o percentual de egressos incluídos no mundo do trabalho é alto; 3º – a questão acadêmica, pois os egressos são estimulados a continuarem estudando, e isso causa um impacto positivo na vida deles e da família.