Geoecologia de trilhas: uma nova proposta metodológica para o planejamento e manejo de trilhas na gestão do uso público em unidades de conservação da natureza Documento uri icon

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  • doctoral thesis

abstrato

  • Conceitualmente controversa, a definição dos limites do uso público em unidade de conservação de proteção integral, sobretudo da categoria parque, é uma atividade tecnicamente complexa e materialmente ampla; tanto do ponto de vista da prática preservacionista quanto da gestão da função social. De fato, as dinâmicas ecológicas e biogeográficas entre os visitantes e as populações protegidas da biota local em geral não são conhecidas ou monitoradas com grau de confiança aceitável, dada a complexidade e custo destas ações. Essa condição da gestão em parques caracteriza de fato um alto grau de incerteza quando se considera a preservação e conservação do patrimônio natural protegido. Contudo, a despeito da contribuição da Ecologia da Recreação para a compreensão das relações entre o uso público e o patrimônio natural protegido, a visão fundamentalmente antropocêntrica ou socioambiental, não raro conduz a conflitos de uso, a exemplo da reação de grupos sociais quanto às restrições administrativas com base no princípio da precaução ou limitações operacionais, as quais são pejorativamente cognominadas como uma política de Parques-fortalezas . Ciente da dificuldade de se estabelecer denominadores comuns para o aprofundamento do debate sobre a gestão do uso público em parques e otimização da relação entre a preservação e o compromisso social, a presente tese propõe a Geoecologia de trilhas como área especifica do conhecimento para a compreensão do papel sistêmico dos circuitos de trilhas como elementos da paisagem suscetíveis a análises e mensurações em diferentes escalas, tendo como pilares a abordagem geográfica dos fenômenos ecológicos e sociais em áreas naturais, mais especificamente em parques. Para tanto, aspectos morfológicos e funcionais das trilhas e circuitos foram investigados como um processo de territorialização do espaço geográfico protegido, capaz de ser identificado como elemento da paisagem possível de ser caracterizado e medido em perspectivas eminentemente geográficas; tanto com base na exploração de aspectos envolvendo as relações destes equipamentos com diferentes escalas da compartimentação geomorfológica em abordagem geossistêmica; quanto nas condições estabelecidas em paisagens fragmentadas, de relevância estratégica para a preservação da biota protegida em parques, conforme os pressupostos da Ecologia da Paisagem. Nestes dois aspectos, buscou-se a determinação de unidades funcionais das trilhas em diversas escalas, como forma de se estabelecer referências capazes de gerar e ordenar indicadores que traduzam com mais acurácia as relações estabelecidas pelo uso público e os parques, de modo a e subsidiar as decisões do manejo do uso público e biota em parques
  • Conceptually controversial, the definition of limits of public use in integral protection conservation unit, especially regarding the category Park , is a technically complex and materially broad activity; both from the preservationist practice and management of social function point of view. Indeed, ecological and biogeographical dynamics between visitors and protected populations of the local biota are not known or monitored with an acceptable degree of confidence, given the complexity and cost of these actions. This condition of management in parks characterizes a high degree of uncertainty when considering the preservation and conservation of the protected natural heritage. However, despite the Recreation Ecology contributes to understanding the relationship between the public use and the protected natural heritage, the fundamentally anthropocentric or environmental point of view often leads to conflicts of use, such as the reaction of social groups as the administrative restrictions based on the precautionary principle or operational limitations, which are pejoratively cognominated as a policy of "fortress parks." Aware of the difficulty of establishing common denominators for a further debate on the management of public use in parks and the optimization of the relationship between preservation and social commitment, this thesis proposes the "Geoecology of trails" as a specific area of knowledge to understand the systemic role of trail circuits as landscape elements susceptible to analyses and measurements at different scales, based on the geographical approach on ecological and social phenomena in natural areas, specifically in parks. Therefore, morphological and functional aspects of trails and circuits were investigated as a territorialization process of the protected geographical area, capable of being identified as a landscape element able to be characterized and measured in an eminently geographical perspective; both based on the exploration of aspects involving the relationship of these devices with different scales of geomorphological compartmentation in geosystemic approach; and in established conditions in fragmented landscapes, with a strategic importance for the preservation of the biota protected in parks, as the assumptions of Landscape Ecology. In these two aspects, it was aimed to determine the functional units of the trails at several scales to establish references able to generate and order indicators that reflect more accurately the relationships established by the public use and parks, seeking to subsidize management decisions of public use and biota in parks

data de publicação

  • 2016-01-01