A expansão das redes transnacionais fundamentalistas islâmicas na União Europeia: consequências e reações Documento uri icon

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  • master thesis

abstrato

  • Esta pesquisa investiga as consequências da expansão das redes islamistas na União Europeia e as razões que justificam o desenvolvimento do fundamentalismo muçulmano no continente. Estes questionamentos são respondidos a partir de dois vieses: primeiramente, a forma como as diversas redes de pessoas e de ideologias se estabelecem na região, que se relacionam na construção das ramificações de grupos islamistas transnacionais, e segundo, no debate sobre a relação entre a globalização, a crise do Estado-nação e o multiculturalismo. Tal como outras ideologias políticas e religiosas, o islamismo se expande além das fronteiras beneficiado pela globalização. Portanto, os grandes grupos fundamentalistas muçulmanos, incluindo os jihadistas, puderam construir as estruturas necessárias para estabelecer diversas ramificações do gênero, disputando o apoio da diáspora muçulmana na Europa. Por conseguinte, a pesquisa concluiu que a penetração do fundamentalismo islâmico impulsiona grupos populistas de retórica nacionalista, que são contrários à imigração e à integração do continente através da União Europeia. Estes movimentos defendem também uma posição xenofóbica, essencializando o muçulmano comum como um problema de segurança, não o diferenciando dos radicais, indicando que este representa uma ameaça à identidade europeia. Além desse fato, a globalização e o esgotamento do Estado-nação europeu tem tornado a Europa um polo de atração para networks islamistas. Assim como a falência do multiculturalismo, que como política de preservação das identidades dos imigrantes, dificulta a integração dos mesmos à sociedade majoritária, conservando laços com as suas culturas de origem e criando espaços exclusivos capazes de oferecer um contexto compatível para o desenvolvimento da radicalização na diáspora islâmica.
  • This research investigates the consequences of the expansion of the Islamist networks in the European Union and the reasons for the development of muslim fundamentalism in the continent. These questions are answered from two biases: first, how different networks of people e ideologies are established in the region that relate the construction of branches of transnational islamist groups, and second, in the debate on the relationship between globalization, the nation-state crisis and multiculturalism. Like other political and religious ideologies, Islam expands beyond the borders benefited by globalization. Thus, the great Muslim fundamentalist groups, including jihadists, were able to build the necessary structures to establish various gender branches, vying for the support of the Muslim diaspora in Europe. Therefore, the research found that the penetration of islamic fundamentalism boosts populist groups of nationalist rhetoric, which are opposed to immigration and integration of the continent by the European Union. These political movements also support a xenophobic position, essentializing the common muslim as a security issue, not differentiating them from radicals, indicating that this is a threat to European identity. Besides this fact, globalization and the exhaustion of the European nation-state has made Europe a pole of attraction for Islamist networks. As the failure of multiculturalism, which as preservation policy of the identities of immigrants hampers their integration to the majority society, maintaining ties with their home cultures and creating isolated spaces able to offer a context compatible for the development of radicalization in the islamic diaspora.

data de publicação

  • 2016-01-01