Este trabalho aborda o Ronda do QuarteirÃo, segmento da Policia Militar concebido e implementado em 2007, no Cearà e apresentado pelo governo do estado à populaÃÃo como uma proposta de polÃcia comunitÃria, a âPolÃcia da boa vizinhanÃaâ. O marketing polÃtico e estÃtico por trÃs das propagandas enfatizava as possÃveis mudanÃas que a sofisticada infraestrutura de trabalho do programa traria. A partir de 2008, no entanto, alguns episÃdios envolvendo aÃÃes policiais e comportamentos considerados desviantes por parte dos agentes de seguranÃa que atuam no Ronda suscitaram discussÃes sobre a viabilidade desta ânova polÃciaâ. Percebeu-se, assim, que para alÃm de uma proposta diferencial de polÃcia para o estado, dos regulamentos impostos aos seus agentes de seguranÃa e de todo o aparato de vigilÃncia ao qual estÃo submetidos, à a vivÃncia da prÃtica da atividade policial, com suas regras e mecanismos prÃprios de âsobrevivÃnciaâ e reproduÃÃo, que permanece condicionando as aÃÃes policiais. à a partir desta constataÃÃo que ao abordar os principais aspectos do cotidiano deste segmento policial busco nesta pesquisa mostrar as transversalidades e agenciamentos que contornam os regulamentos oficiais e pautam o trabalho nas ruas, mostrando como essas normas sÃo resignificadas na prÃtica da atividade policial.