Este estudo analisa as práticas de leitura dos estudantes do quinto ano de duas escolas do município de Forquilhinha (SC), destacando o modo como eles normalmente leem a partir do envolvimento familiar. A fim de entender melhor a respeito desse assunto e notar como os estudantes fazem suas leituras nesses locais, buscaram-se respostas para os questionamentos: Os estudantes gostam de ler? Quais são os textos utilizados como fonte de leitura? Como acontece a prática na escola? E em casa? Qual o envolvimento da família nesse processo? Qual a contribuição da escola, ou seja, quais são as atividades realizadas no referido processo? O intuito principal da pesquisa foi verificar como a família e a escola podem favorecer ou até mesmo prejudicar a relação das crianças com a leitura e analisar os modos, meios e materiais escritos utilizados como promoção de leitura em casa e nas aulas de Língua Portuguesa das duas escolas. Os sujeitos da pesquisa são duas professoras do quinto ano, os responsáveis pelas bibliotecas, nove estudantes do quinto ano do ensino fundamental de cada unidade escolar e um membro da família de cada um deles. A pesquisa, de natureza qualitativa, utilizou como ferramenta de coleta de dados as entrevistas com estudantes e seus familiares em suas moradias, com professores de duas turmas em duas escolas e com os responsáveis pela biblioteca, além de observações e registros das práticas de leitura em sala de aula, mais especificamente nas aulas de Língua Portuguesa durante o primeiro trimestre escolar no ano de 2011. A fundamentação teórica abrange as concepções de linguagem: diálogo e interação; um histórico das práticas de leitura; letramento; leitura: prática social e construção de sentido, ancorada em Bakhtin (1990; 2000; 2002); Freire (1988); Chartier (1999; 2009); Kleiman (1995; 1996; 1999; 2001); Soares (1988; 2004; 2006; 2010); Bamberger (1986), entre outros autores. Com base na análise dos dados, os entrevistados demonstraram alguma experiência leitora, ainda que, às vezes, sob precárias condições. De outra maneira, ficou evidenciada a reduzida quantidade de materiais escritos disponíveis para os estudantes, dificultando, assim, sua formação enquanto leitores. Entretanto, percebeu-se que eles demonstram maior satisfação à leitura quando recebem incentivos tanto da escola quanto da família. Em relação às professoras das duas turmas, em parte realizam atividades de promoção à prática de leitura e, por conseguinte, promovem o letramento. Uma das bibliotecas em análise oferece boa estrutura organizacional e está incluída em práticas de leitura propiciadas pela escola E-2. Entretanto, a escola E-1 não utiliza, no momento, o acervo e o espaço da biblioteca para incentivo de práticas leitoras no local.