Percepções de infância, adolescência e juventude do e no campo. Documento uri icon

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  • doctoral thesis

abstrato

  • Esse trabalho consiste numa revisão da literatura analítica e crítica acerca das percepções de infância, adolescência e juventude do e no campo. Optamos pelo estudo sobre a infância, adolescência e juventude relacionadas à escolarização, à saúde e ao trabalho, pois são conceitos repletos de conteúdos ideológicos, sociais e culturais, que tem potencial para desvelar questões importantes relacionadas às representações, práticas camponesas, ao projeto de sociedade inscrito em mecanismos de reprodução e em lutas camponesas na sociedade contemporânea. Inicialmente há uma breve discussão sobre a questão agrária e o campesinato no Brasil dividido nos seguintes temas: camponeses, cultura e transformação social; alguns aspectos do pensamento de Marx e Chayanov; a questão agrária e o camponês no Brasil; contextualização das lutas camponesas no Brasil e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O segundo capítulo trata das percepções de infância e adolescência do campo e do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) na literatura acadêmica, divididos em seis categorias de análise. No terceiro capítulo sobre as infâncias e as brincadeiras do e no campo: a vivência e a participação em um movimento social foi acrescidos alguns conceitos dos autores Vygotky e Bourdieu para consubstanciar a reflexão acerca da luta do MST e dos Movimentos Sociais pela Educação nos territórios rurais, com ênfase nas vivências, brincadeiras e participação dessas crianças. O último capítulo Percepções relacionadas às juventudes do/no campo e os aspectos contemporâneos é retomado alguns elementos do pensamento de Marx acerca da expropriação camponesa e reserva de mercado para o capital e realizado uma análise sobre a juventude do/no campo no Brasil no contexto dos Movimentos Sociais, Participação Política e as questões contemporâneas.
  • This work consists of a review in the academic literature related to peasantry and about the perceptions on the childhood and adolescence in the Movimento dos Trabalhadores sem Terra- MST (Landless Workers Movement) and its social and cultural aspects. In this sense, we attempt to contextualize the concepts of peasantry as proposed by Marx and Chayanov, as well as the historical and economic aspects of the issues related to the fight for land in Brazil. From that specification of the theme, it was possible to perceive the gap between its social relevance and the scarcity of the academic production in the field of Collective Health Care and in the public policies around the symbolic universe of the peasantry constituted by MST since its appearance. This article aims to propose a reflection on the historical, cultural and social factors that circumscribe the universe of youth in rural Brazil, relating access to education and vocational qualification. From information from different institutions, it was established that the rural youth constitute itself as a significant and disfavored portion of our society. We believe that the responsibility of entering too early the working universe so as to generate income for the family survival was carried out at the expense of the right to education, the activity of playing, full cognitive development, participation in activities with their peers and comprehension of the world. We realized the historical absence of state in promoting public policies of education for this population who now finds himself grappling with the artifacts of the culture industry, the objects of consumption and values prevalent in our society.

data de publicação

  • 2014-01-01