Entre asas e chumbo: metafísica e controle das artes da palavra, entre Platão e Baumgarten Documento uri icon

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  • doctoral thesis

abstrato

  • Este trabalho parte do esforço de caracterizar as relações conceituais e disciplinares entre metafísica, filosofia e as artes da palavra a poética e a retórica , flagradas como constituintes de uma tradição ampla de estratégias de controle e funcionalização dos discursos por parte da razão filosófica. A caracterização de tal quadro, por sua vez, obedece ao nosso objetivo principal, qual seja, o de perseguir, no interior do próprio discurso filosófico e de sua razão metafísica, o engendramento da possibilidade de fundamentação e legitimação do poético enquanto via de experiência, percepção e pensamento do mundo e do homem. Nesse sentido, posicionamo-nos deliberadamente em uma perspectiva de longa duração, a fim de observar essa movimentação conceitual enquanto um processo, e não como evento, posicionando-nos também contra um entendimento que atribui exclusivamente ao romantismo o crédito por uma ruptura profunda com a cultura racionalista filosófica, reordenando as relações entre poesia e filosofia. Nesse sentido, afirmamos que a estética, tal como formalizada por Alexander Gottlieb Baumgarten, perfaz a fundamentação do poema como discurso perfeito, análogo da razão e da sensibilidade, ativando elementos metafísicos advindos da própria tradição racionalista, retrabalhados por Espinosa e Leibniz.
  • This work aims at characterizing the conceptual and disciplinary relationship between metaphysics, philosophy and the arts of words poetics and rhetoric , which are seen composing a lasting tradition of control and functionalizing strategies, conducted by the philosophical rationality, upon the discourses. Part of our main purpose is to presente such a frame, as well as to observe, within the philosophical discourse and its metaphysical ratio, the possibility to substantiate and legitimate the poetical as experience, perception and thought on the world and the human being. In this sense, we assume a long-term perspective, intending to perceive this conceptual moving as process, and not as an event, therefore taking position against a comprehension which ascribe to the Romanticism the rupture with the rationalist philosophical culture, than pointing to a rearrangement of relations between poetry and philopsophy. We assume, thus, that Aesthetics, as it was formalized by Alexander Gottlieb Baumgarten, takes the poem as perfect sensate discourse , analogous of reason and sensibility, by activating metaphysical elements arisen from the rationalist tradition itself, readed and reworked by Spinoza and Leibniz.

data de publicação

  • 2017-01-01