A instituição simbólica da criatividade: uma contribuição à teoria sociológica a partir de Mead e Castoriadis Documento uri icon

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  • master thesis

abstrato

  • A presente tese visa contribuir ao debate acerca da criatividade social na teoria sociológica. Considerando algumas questões a respeito da posição reflexiva do sujeito no terreno do imaginário, este trabalho aparece dividido em duas partes: primeiro, temos uma análise dos pressupostos mais elementares do behaviorismo social de George H. Mead sobre a ação; em seguida, desenvolvemos uma discussão a partir da perspectiva adotada por Cornelius Castoriadis em sua crítica aos determinismos da natureza, sociedade, psique, e o pensamento político e filosófico. Os dois autores foram escolhidos porque nos permitem entender o rompimento da causalidade (social) e a questão da determinação nas ciências sociais, bem como o aspecto teológico da ação dentro dos processos históricos. Em Mead, temos a criatividade confinada à interação através do que ele chama conduta inteligente , que é igualmente imprevisível devido ao uso prático da linguagem e as dimensões reflexivas do self. Em Castoriadis, a criatividade aparece inserida dentro do domínio do imaginário radical, onde a psique e isso seria o mesmo que falar a respeito das produções do inconsciente tem um papel fundamental para o entendimento do simbólico dentro das instituições sociais e as possibilidades de autonomia na democracia, tanto em seus aspectos coletivos quanto individuais. Ao final desta dupla exposição, pretende-se mostrar como estas diferentes abordagens podem nos ajudar em termos de pesquisa sobre a criatividade e o imaginário moderno. Neste sentido, não se trata de interpretar a criatividade como uma categoria residual, mas enquanto uma que se manifesta para além da ação individual. Por isso a ação não pode ser analisada do mesmo modo, sob formatos tradicionais, mas deve ser conectada a outras questões. E para fazer isto, tentamos inserir lateralmente outras noções ou abordagens como subjetividade, questões de psicanálise, mecanismos, tendências e o debate sobre a uniformidade da natureza.
  • This master thesis aims to make a contribution to the debate on social creativity in sociological theory. By concerning some issues about the reflexive position of the subject in the imaginary realm, this work appears divided in two parts: first, there is an analysis of the most basic assumptions of George H. Mead's social behaviorism on action; next, a discussion from the perspective adopted by Cornelius Castoriadis in his critique of determinisms of nature, society, psyche, and philosophical and political thought. Both authors were chosen because they offer crucial insights for us to understand social causality break and determinacy in social sciences, and also the teleological aspect of action within historical processes. In Mead, we have creativity confined to interaction - through what he calls intelligent conduct , which is also unpredictable - due to the practical usage of language and reflexive dimensions of the self. In Castoriadis, creativity appears inserted in the radical imaginary domain, where the psyche and that would be the same as saying about the productions of the unconscious plays a key role to the understanding of the symbolic within social institutions and the possibilities of autonomy in democracy, both in collective and individual aspects. At the end of this double presentation, there will be a possibility to illustrate how these different approaches might help us in terms of research concerning social creativity and modern imaginary. In this sense, it is not relevant to consider creativity as a residual category but as one which manifests itself beyond individual action. Thus, action cannot be analysed the same way under traditional formats, but linked to others issues. In order to do that, this work offers others notions such as subjectivity, psychoanalytic issues, mechanisms, trends and the debate concerning the uniformity of nature.

data de publicação

  • 2015-01-01