AVALIAÇÃO PROGNÓSTICA DA COFILINA EM PACIENTES COM CANCER GÁSTRICO Documento uri icon

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  • master thesis

abstrato

  • A estimativa de novos casos de câncer em todo o mundo para 2007 foi de 12 milhões, sendo 5,4 milhões dos casos diagnosticados nos países desenvolvidos, e 6,7 milhões nos países em desenvolvimento. O número de mortes relacionado ao câncer foi de 7,6 milhões, sendo 2,9 milhões nos países desenvolvidos e 4,7 milhões em países em desenvolvimento. As neoplasias malignas ocupam o segundo lugar (12,5%) em causas de morte em todo o mundo, sendo superada pelas causas cardiovasculares (19,6%). O Câncer Gástrico (CG) ocupa o quarto lugar como a causa mais frequente de câncer em todo mundo, com 1 milhão de novos casos em 2007, atrás do câncer de pulmão, mama e cólon e reto. 70% destes novos casos ocorrem em países em desenvolvimento. Atualmente, ainda é a segunda causa mais comum de morte por câncer, sendo responsável por 800.000 óbitos anualmente. No Brasil, as estimativas para 2010 apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer, com o CG ocupando o quinto lugar em frequência com 21.500 novos casos. A aquisição do comportamento migratório pelas células cancerosas é um pré-requisito para romper estruturas teciduais organizadas, invadir e metastatizar. Recentemente, a expressão de proteínas que bloqueiam a actina vem sendo associada ao comportamento invasor dos tumores. A cofilina é uma proteína bloqueadora da actina, a qual regula o citoesqueleto actina por manter e despolimerizar filamentos de actina. O interesse pela cofilina e sua cascata têm crescido por causa da sua relação com a invasão tumoral, metástases e ser um potencial fator prognóstico no câncer. Foi realizado um estudo retrospectivo, observacional, descritivo e analítico. Foram utilizados todos os laudos anatomopatológicos de pacientes submetidos a gastrectomias por adenocarcinoma no período de junho de 2002 a junho de 2009, totalizando 130 casos. Destes, foram selecionados 44 casos de forma aleatória. A idade média dos pacientes foi de 68 anos. Prevaleceu o sexo masculino com 63,6%. Na avaliação da profundidade do tumor, as lesões avançadas com comprometimento além da submucosa corresponderam com 72,7% dos casos. O tipo difuso na classificação de Laurén foi o mais prevalente com 68,1%. A bactéria H. pylori esteve positiva em 72,7% dos carcinomas. O acometimento linfonodal correspondeu a 70,4% dos casos. Ao final do estudo 56,8% dos pacientes estavam vivos. Quando aplicado os testes estatísticos para a avaliação da relação da cofilina com as outras variáveis independentes, somente a profundidade da invasão do tumor e a presença de linfonodo positivo para neoplasia foram estatisticamente significativas. Em conclusão, a cofilina esta presente em tumores localmente avançados e com metástases linfonodais, porem pelo pequeno número de pacientes na amostra, não podemos concluir que a mesma possa ser usada como um fator prognóstico.

data de publicação

  • 2010-01-01