A elucidação do mecanismo de infecção do epitélio da mucosa gástrica pelo Trypanosoma cruzi, após infecção oral, constitui o avanço mais significativo do nosso projeto de pesquisa Nos últimos 13 anos, estudamos a infecção oral por T. cruzi nos seus múltiplos aspectos. A transmissão por essa via é prevalente entre os mamíferos suscetíveis à infecção por T. cruzi, e na região amazônica brasileira grande parte dos casos de doença de Chagas se deve a essa forma de transmissão (Coura et al., 2002, Coura, 2006). Utilizando formas metacíclicas de diferentes cepas de T. cruzi, com expressão diferencial de moléculas de superfície, realizamos experimentos in vivo e in vitro. Obtivemos evidências de participação da molécula de superfície gp82, específica de formas metacíclicas, na infecção oral de camundongos. Descobrimos que, dependendo da cepa de T. cruzi, a infectividade aumenta após contato com o suco gástrico.