A fala é uma modalidade complexa da linguagem simbólica, que depende da integração do sistema nervoso central, audição, aparelho respiratório, laringe e cavidades supra-glóticas. Para que um indivíduo produza os sons da fala corretamente, além da boa articulação, um dos aspectos mais importantes que devem ser levados em consideração, é o equilíbrio perfeito da ressonância oro-nasal, resultante do funcionamento adequado da válvula velofaríngea. Quando ocorre uma falha no fechamento velofaríngeo, há um acoplamento entre as cavidades oral e nasal, fazendo com que haja uma perda indesejada de fluxo de ar pela cavidade nasal, durante a produção da fala. Assim, o equilíbrio da ressonância oro-nasal estará comprometido e a ressonância nasal excessiva passará a ser predominante. Várias são as causas que levam a uma disfunção velofaríngea. A principal delas é a fissura palatina. Esta deformidade compromete várias estruturas oro-faciais que são essenciais para a fala. De todas as alterações da fala, nenhuma é tão característica e tão grave como àquela do portador de fissura palatina. A hipernasalidade, a emissão de ar nasal, a diminuição de pressão intra-oral e os distúrbios articulatórios resultam numa fala típica, que se torna um estigma na vida destes indivíduos.Devido à amplitude dos problemas deste indivíduos, várias são as formas de tratamento que podem ser utilizadas pela equipe de reabilitação. Este grupo de pesquisa visa investigar técnicas de avaliação e de diagnóstico das alterações de fala e de audição decorrentes da fissura labiopalatina e investigar as melhores técnicas cirúrgicas, protéticas e de fonoterapia para reabilitação dessas alterações.