O avanço clínico com os adolescentes e jovens adultos que obtiveram, cada vez mais, maior autonomia em relação à dependência do ambiente hospitalar e de suas famílias, demonstrou o impacto que este tipo de dispositivo teve nesta clientela. O uso de recursos da família e da comunidade, associados ao tratamento convencional, pode reduzir substancialmente os sofrimentos provocados pelos problemas de saúde mental. Da mesma forma, constataram-se avanços significativos no que se refere à construção de novos laços sociais e a possibilidade para lidar com os limites e regras necessárias à vida em coletividade, reduzindo sobremaneira o recurso à institucionalização.Tais efeitos, entretanto, ganharam corpo no entorno social ao contribuir para a atenção, cuidado, tratamento e melhora da qualidade de vida do portador de transtorno mental. A criação deste dispositivo possibilitou o oferecimento de estratégias alternativas à segregação, à exclusão, à poderosa vocação à institucionalização.