Esse grupo reúne pesquisadores e estudantes que consideram a ideia de fronteira (espacial, administrativa, coletiva ou imaginária) uma perspectiva privilegiada para a apreensão de processos através dos quais se definem e se redefinem categorias sociais e analíticas. Temos em mente as reconfigurações do rural e do urbano; os limites porosos entre o público e o privado no âmbito do Estado; as concepções entre o que é e o que não é política; as relações entre sociedade e natureza ou as redefinições identitárias no interior de configurações de poder. Para isso, os estudos de caso e a comparação constituem estratégias centrais no desenvolvimento das investigações e formulações teóricas. Em termos mais específicos, propomos contribuir para a reflexão de temas como os efeitos sociais de grandes projetos de desenvolvimento; os avanços do capital e as resistências daí suscitadas; o processo de territorialização do agronegócio; os processos de politização, a militância política e a corrupção.