Há mais de 25 anos estudamos pacientes com excesso ou deficiência do hormônio de crescimento (GH). O diagnóstico destas duas situações em nosso meio continua sendo um desafio, e ainda existe atraso no diagnóstico tanto da deficiência de GH (DGH), quanto da Acromegalia, conforme já demonstramos.Na Síndrome de Sheehan, outra situação onde existe DGH, demonstramos os efeitos positivos do GH na qualidade de vida (QV). Também estudamos recentemente como vivem as mulheres adultas com síndrome de Turner, situação onde existe baixa estatura e que se beneficiam do uso do GH, e vimos que a QV encontra-se comprometida neste grupo, evidenciando a necessidade de um suporte psicológico à estas mulheres. Recentemente estudamos o risco cardiovascular (RCV) nos pacientes acromegálicos em seguimento ambulatorial em nosso serviço (n=14, 70% do grupo em tratamento) . Encontramos aumento do RCV e, por ser uma doença rara e com diagnóstico tardio, salientamos a necessidade de alerta para sua presença.