Há cerca de 100 anos são desenvolvidos mapas que registram os potenciais elétricos do coração, tentando representar a distribuição desses eventos elétricos internos na superfície do tórax. No entanto, no seu início com Waller (Waller AD, 1889), os registros tentaram definir um vetor resultante de uma fonte bipolar, o "vetor do coração". Somente nas décadas de 30 e 40 procurou-se aumentar o número de eletrodos no tórax, para detectar eventos ocorrendo em regiões cardíacas próximas aos precordiais. Novos métodos complementando o ECG e o VCG, com a adição de novos eletrodos (dorso e precordial direito), foram tentados. A partir de Wilson o ECG de 12 derivações passou a contar com três eletrodos bipolares e três unipolares modificados no plano frontal, além de seis unipolares no tórax anterior (precordiais). A análise do ECG através do vetorcardiograma traz uma observação mais dinâmica da atividade elétrica do coração.