Em termos epistemológicos, o trabalho vem a um só tempo instaurar uma ruptura com as análises tradicionais das línguas indígenas, bem como inserir nas discussões teórico-científicas a propriedade da oralidade que não se define por oposição à escrita. Ao se definir a oralidade pela oralidade, recobre-se a própria ontologia da oralidade e, nesse caso, uma série de outros fatos podem ser, então, repensados como, por exemplo, a relação discursividade e sintaxe a ser desenvolvida neste projeto.Diante disso, consideramos de fundamental importância a discussão da natureza argumental do Bakairi, tendo como pano de fundo, o enfoque da ergatividade em termos sintáticos e, não, em termos estritos de marcas nominais de caso. Fato que, certamente, trará à tona questões relevantes à luz da teoria minimalista em sua versão atual. Ressaltando, ainda, o enfoque dessa discussão no âmbito da discursividade.Uma outra contribuição será aos estudos tipológicos das línguas indígenas brasileiras.