A luta pelas ações afirmativas para negros e índios nas áreas da educação e do trabalho, e em especial a demanda pelo acesso ao ensino superior nas universidades públicas durante a última década está provocando uma reformulação dos termos do pacto nacional brasileiro. No caso da população negra, a luta explícita e concreta pelas cotas no vestibular, iniciada em 1999 com a instalação do debate na Universidade de Brasília, tem gerado uma discussão pública, uma visibilidade midiática e uma mobilização social de setores do movimento negro praticamente sem precedentes na história brasileira. No caso da população indígena, uma nova imagem e um novo protagonismo começam a se impor como conseqüência da instalação de cursos de educação superior indígena desde o ano de 2001. Podemos considerar essa luta pela inclusão étnica e racial no ensino superior e seu acolhimento nas políticas estatais como uma espécie de cisma ou drama social que reorganiza e redesenha a face da nação.