Há mais de 30 anos trabalhamos com o objetivo de transformar Drosophila mediopunctata num organismo modelo. Nossas pesquisas caracterizaram a Biologia Evolutiva da espécie, p. ex.: elaboramos o mapa de seus cromossomos politênicos; analisamos a variação micro e macrogeográfica nas frequências de inversões cromossômicas; mostramos sua influência no tamanho e forma das asas, da genitália masculina, e na variação da pigmentação abdominal; e, sua relação com o impulso meiótico ("sex-ratio") que descobrimos na espécie. Além disto, desenvolvemos métodos e obtivemos resultados com aplicações e implicações gerais, p. ex.: o método da elipse para a descrição morfológica das asas de Drosophila; o teste experimental do Princípio de Fisher; o método para estimar frequências de inversões quando só os heterozigotos podem ser reconhecidos; a descoberta de interação entre genótipo das inversões e data de coleta para tamanho da asa; a não-linearidade da maioria das normas de reação de vários traços.