Compreensão da resposta muscular às lesões agudas e crônicas, levando a processo de regeneração ou cicatrização com fibrose, ainda é muito limitada, apesar de sua alta relevância na prática clínica e desportiva. Nas artropatias inflamatórias crônicas, por exemplo, ocorre atrofia como uma manifestação extra-articular altamente prevalente e que afeta profundamente a funcionalidade dos indivíduos. Entretanto, os processos biomoleculares envolvidos, bem como o papel do NO nessa condição, têm sido muito pouco estudados, particularmente no que se refere ao envolvimento das células satélites musculares na regeneração. Para isso o uso de modelos experimentais de artrite apresenta-se como uma excelente ferramenta. Portanto, o conhecimento mais aprofundado das fases mais distais da cascata de atrofia e reparo do músculo cronicamente inflamado, onde se espera que o NO tenha um papel significativo, é de alta relevância também para a identificação de potenciais alvos de manipulação terapêutica.