A linguagem estrutura e dá expressão à experiência religiosa. Ela o faz criativamente, articulando experiências com o sagrado. No entanto, o discurso religioso, precisamente por ter o potencial de estruturação da experiência, é alvo de ideologias e projetos de dominação, que controlam sua polissemia. Estudamos a relação entre religião, linguagem e cultura analisando, por um lado, sua polissemia e possibilidade de recriação de sentidos ilimitados, em diálogo e tensão com o sagrado; e, por outro lado, procurando compreender as formas de domesticação e submissão da linguagem religiosa a projetos de poder e de consumo. As repercussões de nosso grupo se configuram em três eixos interdisciplinares: a) a poética e a mística, na perspectiva da teopoética e estudos de gênero; b) os discursos fundamentalistas, analisados pela sociologia e política; e c) a polissemia dos textos religiosos na história, por meio da semiótica da cultura e dos estudos discursivos e culturais.