É cada vez mais freqüente o uso de técnicas estatísticas para auxiliar na tomada de decisão em saúde. Desde o monitoramento e avaliação das condições de pacientes, o acompanhamento da difusão espaço-temporal de uma epidemia, até a definição de critérios para a escolha da melhor tecnologia a ser adquirida e utilizada em um hospital, vários são os campos de aplicação da estatística na área biomédica, especialmente naquelas áreas relacionadas à saúde humana ou mesmo animal. Diante dos problemas práticos impostos pelas tarefas cotidianas desses ambientes, onde muitas vezes não é possível replicar experimentos ou se dispõe de poucos dados, urge também a necessidade de desenvolvimento de novas ferramentas estatísticas que se adequem a essas condições e que ainda assim possam gerar contribuições siginifcativas às pesquisas. E é justamente dentro de um ambiente de pesquisa multidisciplinar, onde as áreas biomédicas e a estatística trabalhem juntas, que as perguntas e as suas correspondentes respostas podem ser melhor trabalhadas. Tal fato já vem sendo comprovado através da experiência que vem se realizando no Laboratório de Estatística da Universidade Federal Fluminense (LES-UFF), que presta suporte estatístico a alunos, professores e pesquisadores desta universidade. Medicina, Medicina Veterinária, Biomedicina, Nutrição, Biologia e Farmácia, por exemplo, que há algum tempo apenas traziam seus dados para serem analisados, passam agora a trabalhar em conjunto com a estatística, no planejamento da coleta de seus dados e no desenvolvimento de técnicas, muitas vezes complexas, para analisá-los.