Este grupo de pesquisa irá continuar a linha de pesquisa sobre intervenções terapêuticas na leishmaniose baseadas em estudos imunológicos prévios sobre a doença. Há 6 anos testamos novas drogas para o tratamento da leishmaniose cutânea. Realizamos ensaios clínico empregando GM-CSFaplicado intralesionalmente para o tratamento de leishmaniose cutânea associado ao antimonial pentavalente. Os resultados mostraram que os pacientes que utilizaram GM-CSF intralesional associado ao antimônio tiveram uma redução do tempo de cura em mais de 50%. Este trabalho foi publicado no JID. Realizamos novo ensaio clínico, similar ao anterior, porém aplicando GM-CSF topicamente em vez de injetar na lesão. Os resultados foram similares, além de facilitar o tratamento, sem efeitos colaterais, reduziu os custos do tratamento em 4 vezes. (JID, 2004). O uso de GM-CSF associado ao antimonial pentavalente na terapia de pacientes refratários ao tratamento com antimônio mostro quetTodos os paciente curaram com o novo tratamento (AJTMH, 2005). Em 2007 iniciamos um novos estudo para avaliar o tratamento de lesihmniose visceral com com antimônio associado a N-acetil cisteína. A leishmaniose visceral (LV), também denominada de calazar, é uma doença causada por protozoários intracelulares (L. chagasi). A LV humana é caracterizada por uma diminuição da resposta imune celular ao antígeno de leishmania com DTH negativo, e ausência de produção de IL-2, IFN-g e IL-12. O tratamento da leishmaniose visceral é feito com antimonial pentavalente. N-acetil cisteína (NAC) é um composto precursor de glutationa e os níveis intracelulares de glutationa em células apresentadoras de antígenos (APC) influenciam a resposta Th1/Th2. A depleção de glutationa favorece a resposta Th2 e sua reposição favorece a resposta Th1. A hipótese desta proposta de trabalho é que NAC associado ao antimônio trará benefícios superiores no tratamento de leishmaniose visceral quando comparado ao tratamento padrão com antimonial.