"O grupo de estudo dos aspectos moleculares da perda auditiva", utilizando as técnicas de biologia molecular aplicadas à surdez neurossensorial não-sindrômica, vem desenvolvendo projetos financiados principalmente pela FAPESP, desde maio de 1999. Este estudo compreende hoje uma casuística de aproximadamente 1000 famílias de todas as regiões do país.Pudemos concluir logo nos primeiros anos de estudo que a detecção de mutações na conexina 26. O rastreamento desse gene é no Brasil, bem como em muitos outros países, a primeira indicação para análise molecular em famílias que apresentam deficiência auditiva neurossensorial não sindrômica. Interessantemente, quando o gene da conexina 26 está envolvido como causa de surdez, uma específica mutação, a mutação 35delG, está presente em aproximadamente 70% dos casos. A determinação dessa principal causa de surdez de origem genética, a mutação 35delG no gene na conexina 26, originou um método de diagnóstico mais rápido que resultou em uma nova patente premiada para a Universidade Estadual de Campinas.O Método de Teste para Surdez de Origem Genética ganhou o primeiro lugar no XXVII Concurso Prêmio Governador do Estado ? Invento Brasileiro de 2001. A técnica foi adaptada para ser realizada de forma rápida e barata, a partir de uma gota de sangue em papel que pode ser coletada na ocasião do teste do pezinho. Os estudos realizados pelo grupo, além de ter originado uma nova patente para Unicamp, vem estudando genes relacionados à surdez neurossensorial não-sindrômica pioneiro no país, o qual obteve grande repercussão na comunidade acadêmica e na imprensa leiga, sendo notícia em jornais de grande circulação (Folha de SP, Agência Estado, Diário do Povo, Redes Globo, Record, Manchete e Cultura, TV Família).O trabalho do grupo vem objetivando o estudo dos genes relacionados à deficiência auditiva. Nesse contexto, muito poderá ser esclarecido a respeito do complexo mecanismo que envolve a audição humana.