As propostas do grupo visam abordar questões relacionadas com a biodiversidade do semi árido nordestino no intuito de contribuir para a elaboração de estratégias de conservação e manejo para uma área, que apesar de sua importância biológica, vem sendo pouco estudada. Estudos ambientais vêm privilegiando as regiões costeiras, mata Atlântica, e pouca atenção se tem dado para o semi árido. A irregularidade climática e a variabilidade vegetacional do semi árido é marcante, apresentando componentes típicos de caatinga, cerrado, florestas estacionais e matas de galeria, entre outras, associando-se a estes uma fauna típica, com espécies endêmicas e, provavelmente, muitas ainda desconhecidas. Outro fator a ser explorado é a variação de altitude: a região apresenta faixas serranas, como o Planalto de Conquista-Maracás, a Serra do Ramalho, a região da Chapada Diamantina entre outras, e estudos sobre a diversidade de espécies em função da altitude devem ser privilegiados. A ação antrópica vem mudando o perfil da região onde já se observa um acentuado processo de desertificação, perda de espécies, erosão genética.Neste contexto, espera-se que os resultados dos projetos desenvolvidos por este grupo sirvam como base para:-estabelecimento de coleções científicas de referência (coleções zoológicas e herbário);-divulgação científica dos resultados obtidos por meio de participações em congressos e publicação de artigos científicos;-delineamento de ações estratégicas para conservação e manejo de biodiversidade regional.Trata-se de um grupo multidisciplinar e em parte constituído por professores/pesquisadores que ingressaram recentemente na instituição e a formação deste servirá como base para a estruturação e desenvolvimento desta linha de pesquisa.