O Serviço de Imunologia criado em 1980, tem produzido pesquisas de impacto no entendimento dos mecanismos protetores e na patogênese de doenças parasitárias. Na leishmaniose visceral (LV), foi documentada a incapacidade de produção de IFN-g (J.Clin.Inv.1985); o papel da IL-10 e IL-12 como moduladores da resposta imune (J.Immunol.1994; JID 1996; Cytokine 2000); e de marcadores imunológicos de evolução clínica (JID 1992). Na esquistossomose foi demonstrada: predominância de resposta Th2 (Eur.J.Immunol.1993,1996); que este ambiente influencia resposta a um novo antígeno (toxóide tetânico) (JID 1995); e caracterizada a resposta a antígenos candidatos à vacina (Infect.Imm.2000). Na estrongiloidíase, foram observadas anormalidades imunológicas nas formas graves (Trans.R.Soc.Trop.Med.Hyg.1983); validado o teste de ELISA para o diagnóstico (AJTMH 1987; Rev.Soc.Bras.Med.Trop.1988); e supressão de IgE em indivíduos HTLV-1 +, (JID 1988). Na leishmaniose cutânea (LC) e leishmaniose mucosa (LM) foi documentada grande produção de IFN-g em resposta à leishmania, capacidade dos macrófagos de destruir leishmania (J.Immunol.1985); citotoxicidade linfocitária contra macrófagos infectados (J.Immunol.1997). Na LC precoce, (<30 dias) foi observada uma depressão transitória da produção de IFN-g (JID 1998). No campo terapêutico que a adição do GM-CSF ao antimonial reduziu o tempo de cura da LC (JID 1999) e que a pentoxifilina, associada ao antimonial curou pacientes com LM refratária. Os integrantes do Serviço são convidados a vários congressos (Imunologia, Medicina Tropical e Parasitologia) e têm conseguido aprovar projetos em instituições financiadoras nacionais e internacionais (PRONEX, CNPQ, PADCT, CADCT, NIH, OMS e HHMI).