Estima-se que a cada ano, 4 milhões de neonatos morram nas primeiras 4 semanas de vida (período neonatal). Globalmente, as principais causas diretas de óbito neonatal são o nascimento prematuro (28%), as infecções severas (26%) e a asfixia perinatal (23%). Vários estudos demonstram que a asfixia perinatal é um dos principais determinantes de morbidade e comprometimento neurológicos na população pediátrica. Este incidente pode conduzir a uma variedade de doenças cerebrais, incluindo espasticidade, epilepsia, retardo mental, doenças do déficit de atenção e servir como base para enfermidades psiquiátricas e neurodegenerativas na vida adulta.Nossa hipótese é que a asfixia perinatal, além de comprometer diversos parâmetros neuroquímicos (funcionamento de transportadores e expressão de receptores, entre outros) possa alterar a citoarquitetura de áreas cerebrais específicas tais como do hipocampo e do estriado.