Amazônia é sinônimo de biodiversidade. Representa a maior floresta tropical do mundo, ao norte das terras brasileiras. É a maior bacia hidrográfica e contribui com cerca de 20% da água que ruma aos oceanos. As condições de temperatura e umidade proporcionam imensa diversidade biológica. Os fungos são um grupo singular de organismos, onde se estima a existência de 1,5 milhão de espécies, mas apenas cerca de 100 mil são conhecidas. Particularmente em regiões tropicais e subtropicais, acredita-se que boa parte desta diversidade seja perdida mesmo antes de ser conhecida. Como decompositores, com ativa participação na reciclagem de compostos orgânicos, os fungos são essenciais para a continuidade da vida. Em contraste aos muitos patógenos de plantas, cerca de 150 espécies de fungos são patógenos ao homem e outros animais, sendo na maioria parasitas oportunistas que figuram como sapróbios em natureza. As mudanças ambientais, provocadas pela ocupação desordenada de áreas silvestres, com distúrbio de habitats naturais, são fatores diretamente relacionados ao surgimento de doenças como micoses e nos fazem refletir sobre a instalação do homem na Floresta Amazônica. Neste contexto, a repercussão do grupo Fungos da Amazônia está centrada no conhecimento da diversidade e na formação de recursos humanos para atuar nas diferentes áreas da Micologia. As ações do grupo enfatizam o Estado de Roraima, contribuindo com o levantamento de fungos mitospóricos do solo, com a identificação de fontes ambientais de fungos de interesse médico e veterinário, bem como de aspectos epidemiológicos de micoses sistêmicas, diagnose de doenças fúngicas em culturas de interesse agronômico de plantas da região amazônica, identificação de myxomycetes com potencial ação medicinal, além do resgate da utilização de cogumelos como recurso por populações indígenas. Num âmbito maior busca-se estimular e integrar os raros atores da Micologia na região Norte do Brasil.