O presente grupo de pesquisa tem a intenção de integrar e compartilhar entre professores, estudantes e pesquisadores, questões pertinentes às mudanças em contextos urbanos brasileiros, em diferentes escalas de compreensão do fenômeno socioespacial, referentes sobretudo às mutações e permanências, às formas de segregação socioespacial e as artes de viver dos movimentos sociais na relação entre Estado e sociedade. Buscamos, neste sentido, organizar reflexões de professores, em suas linhas de pesquisas, e caminhar na construção coletiva do reconhecimento conceitual e metodológico a respeito de mutações a partir da compreensão das relações que organizam o território, em diferentes escalas e tendo como centralidade de reflexão as práticas socioespaciais contemporâneas. Estas práticas são resultantes de ações sociais, políticas e econômicas, projetos e desideratos, que interferem, criando a secularização (desígnos para o presente e para o futuro), num contexto que se expressa pelas transformações do trabalho, da economia e da cultura (vida coletiva - mobilidade residencial, urbana e do trabalho), impactando o terriório, aqui identificado como campo de lutas. Busca-se refletir sobre estas práticas no diálogo com a compreensão do urbano e das metrópoles brasileiras. Metodologicamente, trataremos nossas pesquisas, tendo por base os fundamentos da dialética, uma vez que isso nos permitirá a construção da investigação sobre os fenômenos espaciais, reconhecendo o território como o lugar de disputa entre os agentes e seus projetos, identificando, nessas disputas, a relação entre modernização-exclusão social-segregação, discutindo a contradição entre expropriação x possibilidades na construção e a atualização da compreensão do sentido da vida coletiva no urbano e nas metrópoles. Desse modo, o grupo tem o desafio de investigar o significado da mudança, ou seja, o que de fato muda e o que permanece. Um desafio para a Geografia.