A construção civil representa parcela significativa do Produto Interno Bruto. Há uma grande quantidade de insumos e de intervenientes, incluindo a mão-de-obra necessária à execução dos seus serviços e os materiais de construção, que ampliam a extensão de sua influência às fábricas e aos revendedores.A construção civil tem grande potencial adormecido a ser explorado, caso as políticas governamentais venham a priorizar a redução do imenso déficit habitacional brasileiro. O seu potencial usualmente utilizado é responsável pela construção da infra-estrutura física para o funcionamento de outros setores, como por exemplo industrial, comercial, de serviços, educacional e de saúde.A construção civil é uma indústria tradicional e atrasada, apresentando grande inércia a alterações, métodos de gestão ultrapassados e resistência a inovações tecnológicas. Há uma grande dificuldade de adaptação aos conceitos modernos de produção, bem como dificuldades de organização e controle.Os materiais de construção são heterogêneos. A mão-de-obra é abundante, porém predominantemente desqualificada. O setor apresenta grande rotatividade de pessoal. Há uma tolerância com problemas crônicos, como por exemplo com o desperdício de materiais e de tempo, a inconstância nos processos, a baixa produtividade, a baixa precisão em termos de orçamentos e de prazos, a baixa qualidade no processo e baixa qualidade do produto final - as edificações - , que apresentam inúmeras não-conformidades e patologias.As condições de trabalho na construção civil são agressivas aos trabalhadores. O trabalho é freqüentemente executado sob a ação das intempéries, caracterizando um quadro de insalubridade. Os esforços físicos são excessivos, seja pelas más posturas que as tarefas impõem, seja pelo levantamento e transporte de cargas elevadas. O índice de acidentes de trabalho é elevado, colocando o setor no topo na comparação com os demais setores.Um gerenciamento eficaz da construção civil pode significar um