Rudinei Borges dos Santos
Com estudos no campo da Educação e Teatro, Rudinei Borges dos Santos é doutorando pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), na área de pesquisa: Cultura, Filosofia e História da Educação. Mestre em Educação pela USP, com pesquisa na área de Filosofia e Educação. Possui Licenciatura em Filosofia. É educador, poeta e dramaturgo.
É de sua autoria mais de 15 textos teatrais encenados em Angola e no Brasil. Foi finalista do Prêmio Shell de Teatro (SP) com a dramaturgia da peça «Dezuó: breviário das águas» que versa sobre a resistência de ribeirinhos frente aos megaprojetos de construção de usinas hidrelétricas na Amazônia. A peça foi apresentada em inúmeras comunidades localizadas ao longo do Rio Amazonas, no Pará, e em quilombos do Vale do Rio Ribeira, no interior paulista.
É coautor da antologia «Dramaturgia Negra», publicada pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), do Governo Federal. Autor dos livros «Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores», «Memorial dos meninos», «Dentro é lugar longe» e «Chão de terra batida».
Coordenou e participou de vários projetos cênicos e criação de dramaturgia inédita com ênfase em memória, narrativas autobiográficas e história oral. Como fundador, orientador pedagógico, diretor artístico, encenador, dramaturgo e produtor do Núcleo Macabéa, da Cooperativa Paulista de Teatro, realizou residência artística na favela Boqueirão, localizada na zona sul da cidade de São Paulo. Coordenou a idealização, concepção e montagem das peças «Chão e Silêncio» (2012), «Agruras: ensaio sobre o desamparo» (2013), «Fé e Peleja» (2014) e «Arrimo» (2020), etc. Coordenou os ciclos de debates «Teatro, angústia e liberdade» (2013), «Dramaturgia ao rés do chão» (2016) e «Teatro é lugar de fala» (2020). Ministrou as oficinas «Dramaturgia e história oral» (2016) e «Derivas da memória» (2020). Idealizou, concebeu o argumento e coordenou a realização do documentário audiovisual «Tem mais chão nos meus olhos».
Atuando como dramaturgo convidado e artista-pesquisador, integrou projetos de criação cênica de vários grupos de teatro da cidade de São Paulo (SP), como: A Jaca Est, Bando Trapos, Cia. do Caminho Velho, Oka, ...AVOA!, Agrupamento Andar7, Trupe Sinhá Zózima, Coletivo Negro, Cia. do Miolo e Cia. 127 Fundos de Teatro.
Desenvolveu pesquisa sobre a escravização de crianças negras nas minas de Ouro Preto (MG), do século XVIII, que resultou na escrita da peça «Medea Mina Jeje» (2018), encenada pela OKA.
Para a Cia. do Miolo escreveu a peça «Luzeiros» (2016), obra cênica distópica que versa sobre a situação dos refugiados, encenada em largos, ruas e praças da cidade São Paulo/SP, como o Vão do Museu de Artes de São Paulo (MASP), o Largo do Paissandu e a Praça do Patriarca.
Para o Coletivo Negro criou o texto dramatúrgico «Revolver» (2015), fábula que tem como referência a ancestralidade e a mitologia da África negra, apresentada no continente africano.
Organizou, com a Zózima Trupe, a revista «Fagulhas», publicada em 2013 e indicada ao Prêmio da CPT na categoria «publicação teatral». É autor do livro «Teatro no ônibus: pesquisa cênica da Trupe Sinhá Zózima» e da peça «Dentro é lugar longe» (2013), encenada em um ônibus em movimento.
Obras teatrais de sua autoria integram a lista de textos sugeridos em processos seletivos da Escola de Artes Dramáticas, da Escola de Comunicação e Artes (USP), e da Escola Livre de Teatro de Santo André (SP).
Suas peças foram apresentadas no Festival Internacional de Teatro do Cazenga/Angola, Festival Internacional de São José do Rio Preto, Festival de Dança de Londrina, Festival Nacional de Presidente Prudente, Festival Satyrianas, Feverestival de Campinas, Festival de Artes Cênicas de Bragança Paulista, mOno_festival, Mostra Mario Pazini de Teatro do Gueto, Mostra de Teatro de Heliópolis e Dona Ruth: Festival de Teatro Negro.
graduation at Filosofia from Centro Universitário Assunção (2005) and master's at Education from Universidade de São Paulo (2014). Has experience in Education, focusing on Education, acting on the following subjects: educação, dramaturgia contemporânea, escola, esperando godot and dialogicidade.
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