Chanchada e metaficção historiográfica na construção da consciência crítica: casos de Nem Sansão nem Dalila e Carlota Joaquina Documento uri icon

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  • master thesis

abstrato

  • Este estudo se propõe a estabelecer uma relação entre as paródias Nem Sansão nem Dalila (Carlos Manga, 1954) e Carlota Joaquina, princesa do Brazil (Carla Camurati, 1995), através da análise de suas narrativas, respectivamente clássica e pós-moderna. O objetivo é identificar como estas duas obras desenvolveram o discurso cômico para satirizar o Poder. Ao mesmo tempo a pesquisa procura demonstrar que a comédia pode expressar consciência política e preocupação social de uma forma lúdica não incompatível com a seriedade dos temas abordados. A escolha do corpus deve-se à importância atribuída a esses filmes na representação de dois momentos distintos da comédia no cinema nacional. O trabalho parte da hipótese de que na “reelaboração crítica” (Linda Hutcheon) do passado histórico brasileiro, a narrativa pós-moderna de Camurati enfatizou as deformações da prática política exploradas quarenta anos antes por uma narrativa clássica da chanchada, encontrando na sátira e na ironia a metáfora de como o Poder é tratado no Brasil.
  • This essay aims to establish a relationship between two parodies – Nem Sansão nem Dalila (Carlos Manga, 1954) and Carlota Joaquina, princesa do Brazil (Carla Camurati, 1995) – through the analysis of their classic and postmodern narratives, respectively. The objective is to identify how these two films built the comic discourse in order to satirize the government; at the same time this study intends to show that comedy can express political awareness and social preoccupation in a ludic way, not incompatible with the seriousness of the themes addressed. The films were chosen for corpus because of the importance attributed to them in the representation of two distinct moments of comedy in the Brazilian cinema. This essay assumes the hypothesis that, in the “critical reelaboration” (Linda Hutcheon) of Brazilian historical past, Camurati’s postmodern film strengthened the deformations already explored forty years before in a chanchada classic narrative, finding in satire and irony a metaphor of the Government’ conduct in Brazil

data de publicação

  • 2007-01-01