Titulo: Aspectos da Adaptação Bioquímica ao Estresse de Poluentes em Micro e Macroalgas Marinhas: Modulação de Antioxidantes Celulares e Expressão de Proteínas de Defesa.O ambiente aquático é altamente complexo, e por essa razão escultura-se com os mais distintos e variados ecossistemas, abrangendo tanto os biomas de água doce como os grandes ecossistemas marinhos. Também não é nova a evidência da ação poluidora do homem, fato esse, que remonta ao início das atividades da civilização humana. Entretanto, nenhuma atenção foi dada até aproximadamente dois séculos atrás. Onde os efeitos da industrialização, da agricultura intensiva e da exploração dos estuários decorrentes da ocupação urbana ou mesmo turística, atingiram limiares com graves reflexos e conseqüências, as mais adversas, para todos os ecossistemas. Particularmente ao bioma marinho, gerando uma ameaça direta ao futuro da humanidade. Sabe-se que a atividade humana, foi e continua sendo responsável pelo maior declínio da diversidade biológica e o problema fica ainda mais acentuado ao somarem-se todos os impactos causados pela ação do homem. A flora aquática é representada por uma variedade de algas e espécies macrofíticas que ocorrem em uma grande variedade de habitates. Esses organismos são importantes na produção de oxigênio, ciclagem de nutrientes, controle da qualidade da água, estabilização do sedimento e provêm habitates e proteção para a fauna aquática. Tendo em vista, a importância do monitoramento de ecossistemas aquáticos sob intensa ação antropogênica, a persistência dos compostos poluentes (metais, policíclicos e orgânoclorados) no ambiente marinho, e finalmente, devido à função capital exercida, organismos fotossintetizantes na base da cadeia trófica, é de fundamental importância o conhecimento bioquímico e molecular (inclusive com geração de sondas moleculares sensíveis a estresse ambiental) dos efeitos deste poluentes sobre o fitoplancton.