Tem realizado a identificação da biodiversidade da micobiota de solos de áreas naturais e degradadas, com destaque ao cerrado, Mata Atlântica e caatinga. Quanto as áreas degradadas, em solos poluídos com hidrocarbonetos, efluentes de fábricas produtoras de baterias e depósito de bauxita. As linhasgens de fungos filamentosos isoladas e identificadas estão sendo estocadas e preservadas para estudos sobre o potencial biotecnológico das mesmas quanto a produção de macromoléculas, em especial, ácidos graxos poliinsaturados e enzimas como celulases e xilanases. É indiscutível o papel que os fungos desempenham no solo, na ciclagem de nutrientes e nas interações que apresentam em relação a outros organismos, quer sejam sinergéticas ou antagônicas e atualmente, em relação as investigações sobre o resgate do gás carbônico. Quanto a produção de macromoléculas de interesse industrial e da saúde, vem sendo investigada a otimização quanto as fontes nutricionais, substratos alternativos, cultivos sólidos e/ou líquidos, inóculos, temperaturas, pHs e outros fatores ambientais de crescimento e produção de enzimas e de lipídeos. Dentre os ácidos graxos, o maior interesse tem sido nos ácidos gama-linolênico e araquidônico, precursores da prostaglandina. Têm sido usadas nas investigações, as técnicas com Bioscreen C (sistema automatizado) e isolamento de DNA do solo e PCR. Quinze protocolos já foram testados e comparados, sendo proposto um protocolo novo para isolamento de DNA em solos ricos em matéria orgânica e em regiões de clima tropical. Foram realizados estudos de microrganismos do solo e de borra de refinarias de petróleo na biorremediação dos resíduos destas mesmas industrias. Resultados importantes foram obtidos e publicados. Estão sendo estudados microrganismos, principalmente, leveduras produtoras de lipase, de xilitol e que utilizam pentoses para produção de álcool.