Segundo os dados do IBGE/2000 a população rural brasileira está em 18% e os outros 82% são de população urbana. Diversos pesquisadores questionam esses índices, dizendo que se for aplicada a metodologia correta, o Brasil estaria hoje com 43% da sua população considerados como população rural. Por outro lado, é indiscutível a existência de uma realidade urbana, com a expansão de cidades, de industrialização, de agroindustrialização, de serviços públicos urbanos, de expansão comercial. Nestas duas direções, o social é sempre conflitivo, pois as necessidades individuais se avolumam, transformam-se em necessidades coletivas, provocando a emergência de movimentos sociais que, no confronto com as políticas, na melhor hipótese, compensatórias, da parte do Estado, em busca do atentidmento destas mesmas necessidades. Nesta perspectiva o rural ainda é uma realidade constitutivamente importante no processo de desenvolvimento, devendo ser considerado nos seus diversos aspectos: da organização política, da organização do trabalho e da produção, atuação de movimentos sociais rurais, da modificação de investimentos, incluindo-se, por exemplo, uma tendência a uma maior presença do rural no turismo. O mesmo acontece na realidade urbana, onde, de maneira semelhante ou equivalente, todos esses aspectos se fazem sentir. Dentre esses vários aspectos, em que o rural e o urbano se apresentam como igualmente importantes na estruturação do desenvolvimento brasileiro e goiano, encontra-se a educação, a ser compreendida, por sua vez, como educação escolar, formação das mentalidades, formação humana e cultural, respeito aos saberes produzidos e trocados no seio das comunidades, formação profissional e outras tantas possíveis. As pesquisas já em desenvolvimento e a serem implementadas por este grupo, buscarão, ao mesmo tempo captar essa dinâmica, e oferecer, no interior da Universidade, a organismos governamentais e do movimento social, análises abalisadas sobre a sua complexidade.