Vários protocolos foram desenvolvidos à partir da cultura de meristemas,visando a obtenção de plantas isentas de viroses e/ou a partir da cultura de ápices caulinares, segmentos nodais, gemas axilares ou germinação de sementes imaturas, segmentos de folha originando calos e posterior embriogênese somática, objetivando a obtenção de grande quantidade de plantas em curto espaço de tempo (micropropagação) de espécies de plantas frutíferas (porta-enxertos de macieira e pereira, kiwi, amora-preta, ameixeira, videira, porta-enxertos e copas de citros, abacaxizeiro, bananeira), como também de frutíferas do Nordeste(tamarindo, sapoti, pitomba e ata, ornamentais (bastão-do-imperador, antúrio, samambaia, violeta, crisântemo, gloxínia, estrelítzia, bromélia e orquídea), medicinais (quebra-pedra, mama-cadela, insulina, ipeca, timbó e pimenta-longa) e café - Coffea arabica. Como também frutíferas Nativas do Cerrado Mineiro (perinha-do-cerrado, cajuzinho-do-cerrado, gabiroba, uvaia, pitanga-do-cerrado, amora silvestre, tamboril, baru, bacupari, cabeludinha). Contornou-se o problema da oxidação e identificaram-se vários grupos característicos de compostos fenólicos ou derivados, liberados no meio de cultura. A técnica de cultura de embriões híbridos imaturos foi aprimorada para uso como apoio a programas de melhoramento genético de diversas espécies de citros, possibilitando sua identificação através de marcadores moleculares e eliminação de plântulas oriundas de embriões nucelares. Essa técnica também foi desenvolvida para Coffea arabica, permitindo o resgate de embriões híbridos imaturos resultantes do cruzamento entre materiais geneticamente distantes. Definiu-se o tamanho ideal de botões florais para extração e cultura de anteras visando a obtenção de plantas haplóides, em apoio a programas de melhoramento de Coffea arabica. Em fase de aprimoramento estão as técnicas de purificação e identificação de princípios ativos e óleos essenciais para diversas espécies de plantas.