Tem como eixo a ênfase na dimensão cultural da história. Articula elementos culturais, materiais e simbólicos, sob os quais uma sociedade ou indivíduo vivem e refletem sobre sua relação com o mundo, com os outros e com eles mesmos. Busca os significados dados pelos atores em ação, desde uma relação complexa entre evento e estrutura. Nesse sentido, propõe análises em que a história é ordenada culturalmente e de diversos modos, uma vez que os significados são reavaliados quando postos em prática. A interculturalidade, por sua vez, considera como as diferentes culturas pensam e concebem suas ações e temporalidades. Leva em conta a presença do outro, sublinhando como são interpretadas as alteridades. Vale-se do dinamismo das culturas e tradições e da aproximação dinâmica dos saberes locais nas relações interculturais, ressaltando o agency dos grupos subalternos, sem qualquer tipo de dualismo, uma vez que enfatiza a circularidade cultural. As pesquisas caracterizam-se por estudos na fronteira do conhecimento, que admitem conhecimentos complexos, interdisciplinares, realizados a partir de pluriepistemologias e múltiplos saberes a partir de um conjunto de campos integrados da história: estudos de educação histórica e ensino de história em perspectiva intercultural, metodologias de ensino em história da arte, etnohistória e identidades, investigação das relações etnorraciais e história ambiental. Os conceitos e categorias a serem trabalhados são: fronteiras, etncidade, interculturalidade, região, espaços transnacionais não-metropolitanos; cosmopolitismo não-metropolitano; variância do papel do Estado? nos espaços regionais; processos de ?periferização? e ?contra-periferização? (isto é, de transformação em periferia e resistência local a essa transformação); marronage intellectuel ou ?quilombismo intelectual?; ?duplo vínculo da nação e da região?; remodelagem das ?narrativas mestras? da nação em narrativas locais e vice-versa.